<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021</id><updated>2012-01-05T10:25:20.644-08:00</updated><title type='text'>Chá?</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>61</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4085989142608728244</id><published>2011-08-27T21:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T09:32:33.656-07:00</updated><title type='text'>beijo grátis</title><content type='html'>meio da noite já rodada vários litros além do que eu achava, me vem a figura, completamente solta me faz as vontades, penso: que criatura ! tenho que falar... diminui, a velocidade, diminui... meus amigos dentro do carro, sutis, como que discretos. oi. eu disse oi. ela estava fazendo de distraída, mas ouviu quando eu disse oi, fez de atenta e olhou onde eu estava, dependurada em janela de carro, chamei mesmo assim. oi, eu disse. ela fez que olhou, estranhou mas prestou atenção. até que a sua boca mexeu, junto com o olhar dizendo "ooÍ!", desdenhando, tadinha. eu emendei: tentei começar o discurso de convalecência. vi as companheiras de ponto dela, olhando, achando "o que é isso ?, o que essa loca tá dizendo?" ela tá dizendo, eu tô dizendo que, olha: eu não sou ninguém, não tenho dinheiro nem nada, sou estou aqui te olhando, e pensando o quanto custaria um beijo, apenas um e mais nada, nem amasso, pega-pega coisa nenhuma, só um beijo quanto custaria? não deixei ela responder, emendei de novo: diz que pra mim é de graça, diz ? dá pra mim só um beijo ? ela ainda parou pra pensar, eu não acreditei, é de praxe não beijar mesmo pagando as moças, beijar só por sentimento verídico, mas já tinha dito, pendurada em janela, a criatura me vem com uma cara andando minha direção minha só chega me põe a língua aonde, achou que era justo me dar um. eu lá, pendurada. ela me deu um beijo grátis. claro, muito melhor que os pagos, contaminados pela dinâmica automática da grana, do migué, do contexto - coisa de menina de família. as colegas dela soltaram gritinhos, e eu me senti demais. que mulherão era aquela, os peitinhos de hormônios mas ainda um tiquinho de silico, são peitinhos de moça, as coxas rijas acompanhando a bunda, belo conjunto, músculos advindos da macheza. ela me beijou no meio de copacabana, bem na esquina, atrapalhando o trânsito, trágico arrancando olhares, a platéia lançava flores. eu fui embora dizendo: linda, linda e linda... e continuei a embriaguez, acordei onde nem sei, achei minha casa depois e dormi. toda noite assim. é normal.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4085989142608728244?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4085989142608728244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2011/08/beijo-gratis.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4085989142608728244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4085989142608728244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2011/08/beijo-gratis.html' title='beijo grátis'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4351575870007302691</id><published>2011-07-08T20:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T07:38:23.526-07:00</updated><title type='text'>não pode ser tocado</title><content type='html'>um dia, acordo, dia da semana, cedo. me levanto, arrumo, me aprumo, tomo banho e parto. a porta da rua abre um novo mundo. faz frio, o frio invade caminhos em sua pele, penetra pela fibra, fica e quase fere. se tem chuva é outro causo, que não conto só desconto no final. acordo de sonhos, sonho dos dela lá pelas 5h da matina, me amanhecendo, indo embora com o dia e quase não lembro. e lembro apenas que foi ela. ininteligível, incompatível, energia reversa do meu mundo. passo no dia sentindo gostinho do sonho, mas não me lanço. paro, dô de ombros, faço pouco. te olho, desconfio e sei: te sei inteira, te conheço, te divido, te reverto e depois te amo. muito calma e muito humilde, te juro, apenas me ponho a disposição do futuro e digo, me leve. leve. porque o que há entre dentro de nós é tão leve que mal pode ser tocado. pluma sem peso voando se chego perto. instrumento sem uso, coração inerte, sangue sem pulso. tudo isto, tão leve, tão forte, tão destrutível e tão enaltecedor. não pode ser tocado, nunca foi, andamos sempre pelas beiras deste abismo de luz inebriante, que não ousamos olhar, tememos o que disto pode nascer, não provocamos a sua ira e não despertamos sua paixão. e ficou comigo este amor que chamo de amor por conveniência, por que não penso no que seja, sei deveras que esta pergunta é uma resposta... que talvez não há por que sofrer, chorar apenas o necessário, você sabe.. ser triste custa caro. e não costumo gastar a toa. prefiro um tempo de boa. não ligo, percorro, cruzo qualquer caminho. não quero traçar destino, e pra quê? sei viver perto do limite, do limiar, e de não ter chão. não penso no que faço, porque digo, se falo e faço certo. não posso. não me saboto. se peço seu amor, não me iludo, aceito de bom grado o que tens para mim. acredito em amor, não importa o que de mim aconteça, celebro sempre que posso este laço, desacredito e depois confio mais, me deixo, sorrio, acho graça, um rio.. sigo. aceito. aproveito. amo. um nome de estrela, aponta no meu destino um fardo um desatino, um desvario. que desejo e conheço não mais retorno, não importa. vejo tua imagem e sinto alterações fluídicas. sei que existe algo e se o mantenho vivo dentro de mim, se o alimento de minhas entranhas, de minhas lembranças, de meus pensamentos, que é para o bem e aprendizado do ser. permito que seja da maneira que se é, a minha vida. pois sou. somos. vou, vamos. sei o quê, tanto faz; o melhor sentimento de uma pessoa para outra pessoa é a paz.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4351575870007302691?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4351575870007302691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2011/07/um-amor-sem-jeito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4351575870007302691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4351575870007302691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2011/07/um-amor-sem-jeito.html' title='não pode ser tocado'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-8966255828371881971</id><published>2011-02-28T18:49:00.000-08:00</published><updated>2011-06-05T15:51:56.964-07:00</updated><title type='text'>as árvores e o tempo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-nkpn7J2gtis/TWyE8fEtA6I/AAAAAAAAAHA/1AH9d7egcpY/s1600/61505_1194031948189_1750166693_352882_2496630_n.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-nkpn7J2gtis/TWyE8fEtA6I/AAAAAAAAAHA/1AH9d7egcpY/s320/61505_1194031948189_1750166693_352882_2496630_n.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578980213073445794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;me contrario sempre a mim mesma para provar que não me domino, que sou capaz de me transcender e chegar a outro lugar, me torno um ser humano plástico e não rígido, sempre não pronto para ser e não ser ao mesmo tempo; mesmo, é claro, não tendo a mínima idéia de como lidar com toda esta elasticidade e estando perdida, não compreende - não compreende nunca e nem nada - que não existe mesmo uma forma exata do que se é e que... não compreende, só flui com tudo e com todos que fluem em toda esta fluição de coisas e pensamentos. idéias, vender idéias tem sido um ótimo negócio para muitos, a venda de conceitos ! grande idéia. como dizia, é muito difícil se ter um pensamento e sê-lo, nada pára tanto tempo na cabeça para que possa ser entendido e ainda assim ganhar um contorno legível...  - não conheço os limites e as fronteiras de nada - e ainda, tantos caminhos outros do que se está e tantas alternativas e escolhas possíveis. não se dá conta. é tão rápido este trânsito de informação e tão encorpada em sua fluidez que na maioria do tempo me sinto imóvel dentro de um tempo que dura sempre a agonia de cada segundo passado e perdido na imobilidade. até os móveis há tanto tempo na mesma posição, a estante que eu odeio tanto no mesmo lugar sempre, uma rocha acumulando livros e quinquilharias, fotos e bebida velha, tudo na casa se acumula nos cantos e em buracos aonde se perde de tudo, sempre um reencontro com coisas e pessoas perdidas. tudo ali parado criando vincos nas paredes e no chão, no fundo tudo tralhas inúteis que jamais voltariam a ter a mesma função ou estima que tiveram ontem, mesmo as pessoas não teriam mais o mesmo valor que tiveram... faziam de sobreviventes e se comportavam como tal, sem dignidade, sem memória e rudes, o importante era o que acontecia da porta para fora da casa e todos sabiam disso, viviam para o lado de fora mas estavam presos pelas paredes da casa em suas cabeças, paredes grossas como as de uma igreja medieval - cheia de segredos e culpas morais; não me reconheço, não compartilho esta culpa. as manhãs eram melhores, claro, com a introdução de um pouco de dignidade vinda de uma mangueira, que era ainda apenas uma mudinha frágil miudinha e que mesmo assim, já trazia algum conforto e amor; imagine quando, na sua plenitude estrutural de árvore forte, for capaz de fazer sombra e amenizar tudo ao seu redor... dou amor e me preocupo, cuido dela e respeito a sua vida tão plena. tento aprender enquanto admiro o tempo das árvores, que não é este nosso frenético, alienante. me recuso a acompanhar este ritmo e desconfio de que não tenho mesmo esta capacidade, escuto o cazuza dizendo "o tempo não pára, não pára não..." como uma ameaça, um alerta. escuto e ignoro, escuto e ignoro. ensaio uma fuga e me retrato, tenho medo. a casa sendo aterrada pela poeira da ampulheta caindo em cima dos móveis, imobilizando e atrofiando os membros, carcomidos por bichos desprezíveis. encontro motivos para me acolher na minha mediocridade, fico pequena e sinto medo de não sair mais, embora saiba que o desejo me levará muito além daquelas paredes. lembro das árvores. há de haver o tempo de crescer, a espera é um preparo, paciência é virtude das caras e inquietude e aflição são coisas de coração perturbado e é preciso calma. plenitude. o fruto nas mãos, enfim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;na mesma frequência da agonia de não ter chão, me regozijo - só quando não olham - pelo fato de estar perdida em tantas possibilidades e então, sinto felicidade e gosto de viver assim. é claro que quase ninguém tem suporte técnico para isso, de fato, não têm. nem eu. até porque uma sistematização seria impossível, é tudo inédito e sem previsão. não existem respostas prontas quando se admite tudo. espera... por um lado também desejo algum chão, não paredes, paredes não... mas quem sabe algum chão seja interessante, algum chão úmido, fértil, ventre novo da mulher desconhecida.&lt;br /&gt;assisto ao fim de todos os sonhos bons, fico descrente embora tenha fé na vida. e se não possuo sonhos, posso ver também um lado da vida que chega a ser quem sabe obscuro, mas não quero que pareça necessariamente ruim, um lado que pinga numa constância ritmica até melancólica, chuva de dia inteiro que não cessa e que fica bonita ao fim da tarde. é como aquela idéia de um rio de janeiro que é beleza e tristeza, poesia física a ser vista, apreciada e claro, também depreciada. não posso falar também deste rio, este estado que precisa ser rompido abruptamente rompido, e deixado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-8966255828371881971?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/8966255828371881971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2011/02/me-contrario-sempre-mim-mesma-para.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/8966255828371881971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/8966255828371881971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2011/02/me-contrario-sempre-mim-mesma-para.html' title='as árvores e o tempo'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nkpn7J2gtis/TWyE8fEtA6I/AAAAAAAAAHA/1AH9d7egcpY/s72-c/61505_1194031948189_1750166693_352882_2496630_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-8064153183577234603</id><published>2011-01-28T14:50:00.000-08:00</published><updated>2011-01-29T08:55:50.765-08:00</updated><title type='text'>Do disco Elis - Como e Porque.</title><content type='html'>1o. Quando parti pro meu disco, estava convencida de que um disco tem que ser funcional.&lt;br /&gt;2o. A "filosofia" deste disco é outra. Outra é a pessoa que o gerou. Há razões profundas para que assim seja.&lt;br /&gt;3o. O medo que eu tinha se me afigurou ridículo vendo aquele homenzinho solto no espaço. Sem cordão umbilical.&lt;br /&gt;4o. As coisas que eu vi e vivi, nos lugares todos, se refletem na música que faço hoje e que, dependendo do que eu ver e viver, farei ou não amanhã.&lt;br /&gt;5o. O Wilson chegou com uma batida estranha e um disco de Gerald Wilson debaixo do braço. Entramos na era do "rhythm'n'blues", que é a colaboração do blues para a vida do yé-yé. Eu e Antônio Adolfo "vibramos".&lt;br /&gt;6o. Mudamos para o "Canto de Ossanha". Foi a colaboração do Baden ao "rhythm'n'blues".&lt;br /&gt;7o. A gente sentiu que estava bom quando o Menescal aprendeu a dançar.&lt;br /&gt;8o. O Jura saiu em campo, buscando um baixo-elétrico. As pessoas todas precisavam ouvir seus duetos alucinantes com a guitarra. Também elétrica.&lt;br /&gt;9o. O Hermes está meio na "fossa". Os cubanos não inventaram a tumba eletrônica...&lt;br /&gt;10o. Os arranjos são do Erlon.&lt;br /&gt;11o. A foto é do Paulo Garcez. Meu alucinante amigo. De alucinantes bigodes e "pince-nez"... Do avô.&lt;br /&gt;12o. O Armando mexeu nos botões todos do estúdio. E deixou o Deraldo doidinho.&lt;br /&gt;13o. Recebi um grande crédito de meus músicos, meus produtores, meu marido. E de André.&lt;br /&gt;14o. Será que o mereço dos demais? Dos que, à distância, vão escutar nosso trabalho?&lt;br /&gt;15o. Que minha música seja escutada com o mesmo carinho com que é feita. E que não perca o fôlego nesse longo mergulho que é chegar até vocês.&lt;br /&gt;Amém.&lt;br /&gt;Elis Regina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-8064153183577234603?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/8064153183577234603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2011/01/do-disco-elis-como-e-porque.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/8064153183577234603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/8064153183577234603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2011/01/do-disco-elis-como-e-porque.html' title='Do disco Elis - Como e Porque.'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-2155930537378199389</id><published>2011-01-19T12:35:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T12:36:52.735-08:00</updated><title type='text'>Os acrobatas</title><content type='html'>&lt;p&gt; Subamos!&lt;br /&gt;Subamos acima&lt;br /&gt;Subamos além, subamos&lt;br /&gt;Acima do além, subamos!&lt;br /&gt;Com a posse fisica dos braços&lt;br /&gt;Inelutavelmente galgaremos&lt;br /&gt;O grande mar de estrelas&lt;br /&gt;Através de milênios de luz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Subamos!&lt;br /&gt;Como dois atletas&lt;br /&gt;O rosto petrificado&lt;br /&gt;No pálido sorriso do esforço&lt;br /&gt;Subamos acima&lt;br /&gt;Com a posse física dos braços&lt;br /&gt;E os músculos desmesurados&lt;br /&gt;Na calma convulsa da ascensão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Oh, acima&lt;br /&gt;Mais longe que tudo&lt;br /&gt;Além, mais longe que acima do além!&lt;br /&gt;Como dois acrobatas&lt;br /&gt;Subamos, lentíssimos&lt;br /&gt;Lá onde o infinito&lt;br /&gt;De tão infinito&lt;br /&gt;Nem mais nome tem&lt;br /&gt;Subamos!&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Tensos&lt;br /&gt;Pela corda luminosa&lt;br /&gt;Que pende invisível&lt;br /&gt;E cujos nós são astros&lt;br /&gt;Queimando nas mãos&lt;br /&gt;Subamos à tona&lt;br /&gt;Do grande mar de estrelas&lt;br /&gt;Onde dorme a noite&lt;br /&gt;Subamos!&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Tu e eu, herméticos&lt;br /&gt;As nádegas duras&lt;br /&gt;A carótida nodosa&lt;br /&gt;Na fibra do pescoço&lt;br /&gt;Os pés agudos em ponta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Como no espasmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; E quando&lt;br /&gt;Lá, acima&lt;br /&gt;Além, mais longe que acima do além&lt;br /&gt;Adiante do véu de Betelgeuse&lt;br /&gt;Depois do país de Altair&lt;br /&gt;Sobre o cérebro de Deus&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Num último impulso&lt;br /&gt;Libertados do espírito&lt;br /&gt;Despojados da carne&lt;br /&gt;Nós nos possuiremos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; E morreremos&lt;br /&gt;Morreremos alto, imensamente&lt;br /&gt;Imensamente alto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vinícius de Moraes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-2155930537378199389?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/2155930537378199389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2011/01/os-acrobatas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2155930537378199389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2155930537378199389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2011/01/os-acrobatas.html' title='Os acrobatas'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7731819037674363398</id><published>2010-12-11T21:00:00.001-08:00</published><updated>2010-12-11T21:00:56.311-08:00</updated><title type='text'>o dia</title><content type='html'>o que dizer deste tempo ? muito além do que se verbaliza, percebo que não possuo mais fugas planejadas. e que também não há mais as estruturas que antes havia, as pessoas já não se encontram mais e se me perguntam o porquê, digo apenas "tá namorando", "tá trabalhando", "casou" e lembro calada dentro de mim da justificativa que me oferecestes "que isso é preciso". não entendo mas não me prendo, não agora, uma inconveniência seria. não entendo mas já não depende de mim, seguirá sem mim até onde fores mais longe ainda irá. tudo seguirá e eu não posso ficar, seria arrastada, no mínimo, por tudo isso. por isso vou indo, ainda no meu ritmo, um pouco mais íntimo por causa da solidão, e mais temperado de horas, de minutos, segundos seguindo... o que fazer com a vida ? experimentar morrer, por alguns segundos, aqueles perdidos que tanto perguntamos, com sede, saber com o que gastar... pra morrer, os minutos são infindos e não são bons de se sentir passar. o que fazer da vida uma música, pois na hora exata de se morrer não toca música nenhuma, música é pra viver. e se respirar. procuro não pensar mais em passados extraviados pelo dia, esses restos não se sabe onde enfia. só penso no dia, unicamente no dia, de fazer as coisinhas de casa no dia e depois encontrar tempo pra pensar no dia e ver a cor do céu no dia e daí perceber como será o dia, quando acordo mentalizo o nada e se tiver sorte minha irmã dará bom dia, e se assim for, aí... é só seguir o dia, a manhã, a luz do céu cegando os olhos que procuram o azul da matina... e respirar, forte de vida. saber onde achar vida.&lt;br /&gt;o que dizer depois de tanto tempo ? que muita coisa ocorreu, que minha esperança morreu ? não. direi que minha alegria é mais humilde e a perda humana, a séria falta das pessoas que eram pilares magistrais, deve ser vista como é: aprender a ser por si só. e procurar aonde seja aquela velha maneira de ser, ter fé na vida e entender nada, absolutamente nada porque fé é isso. não entender nada e ir.&lt;br /&gt;e não sei pra onde vou, o que será depois de amanhã, não sei. o sol me cega e daí corro pelas horas, o dia azul, dia de verão, dezembro matando em cima e você correndo de dezembro, fingindo que é assim ainda um setembro. vamos seguindo malandramente pelo Rio. esse Rio de meu Deus do céu, o que será. planejo fugir pra sentir saudades e voltar a ti, jurando amor eterno, assim de um jeito bobo pra ti, Rio. volto sorrindo! me espera...&lt;br /&gt;não importa o quanto se altere, o quanto de pessoas me reneguem e o quanto horas vendo a loucura se apossar irão durar, não importará. fé na vida virá, na estrada caminhar, andar pra não parar no mesmo lugar, ver ficar, ver partir e não parar pra pensar, apenas pensar no dia, somente no dia azul, no azul da manhã do dia que chegará.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7731819037674363398?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7731819037674363398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/12/o-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7731819037674363398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7731819037674363398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/12/o-dia.html' title='o dia'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-3596860191681538318</id><published>2010-11-08T14:12:00.000-08:00</published><updated>2010-11-25T12:46:40.233-08:00</updated><title type='text'>des-espero espero</title><content type='html'>por ser bicho, irracional, arredio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem motivos prevejo meu exílio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por não saber lidar com paredes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e deixar sempre as portas abertas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;planejo um fuga discreta humilde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como quem pula pela janela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim sem acordar a família, sem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao menos dar um beijo na sobrinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;indo embora assim no vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;embora como que despercebida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apenas o gato negro a me fitar ciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque de fugas ele entende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e na noite a passar uma febre ardente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por estar tudo agora tão diferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;diferente sem você&lt;br /&gt;diferente sem porquê&lt;br /&gt;diferente só por ser&lt;br /&gt;por ser vida à mercê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não te levo&lt;br /&gt;mas espero&lt;br /&gt;que saia&lt;br /&gt;desse desespero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;te busco&lt;br /&gt;prometo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltar e te despertar num beijo&lt;br /&gt; mas só quando você acordar&lt;br /&gt;mas só quando você acordar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-3596860191681538318?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/3596860191681538318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/11/des-espero-espero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/3596860191681538318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/3596860191681538318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/11/des-espero-espero.html' title='des-espero espero'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-5083639457438089971</id><published>2010-09-02T08:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-02T08:51:10.546-07:00</updated><title type='text'>retrato do desconhecido</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele tinha uns ombros estreitos, e a sua voz era tímida,&lt;br /&gt;Voz de um homem perdido no mundo,&lt;br /&gt;Voz de quem foi abandonado pelas esperanças,&lt;br /&gt;Voz que não manda nunca,&lt;br /&gt;Voz que não pergunta,&lt;br /&gt;Voz que não chama,&lt;br /&gt;Voz de obediência e de resposta,&lt;br /&gt;Voz de queixa, nascida das amarguras íntimas,&lt;br /&gt;Dos sonhos desfeitos e das pobrezas escondidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vozes que aclaram o ser,&lt;br /&gt;Macias ou ásperas, vozes de paixão e de domínio,&lt;br /&gt;Vozes de sonho, de maldição e de doçura.&lt;br /&gt;Os ombros eram estreitos,&lt;br /&gt;Ombros humildes que não conhecem as horas de fogo do&lt;br /&gt;amor inconfundível,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ombros de quem não sabe caminhar,&lt;br /&gt;Ombros de quem não desdenha nem luta,&lt;br /&gt;Ombros de pobre, de quem se esconde,&lt;br /&gt;Ombros tristes como os cabelos de uma criança morta,&lt;br /&gt;Ombros sem sol, sem força, ombros tímidos,&lt;br /&gt;De quem teme a estrada e o destino&lt;br /&gt;De quem não triunfará na luta inútil do mundo:&lt;br /&gt;Ombros nascidos para o descanso das tábuas de um caixão,&lt;br /&gt;Ombros de quem é sempre um Desconhecido,&lt;br /&gt;De quem não tem casa, nem Natal, nem festas;&lt;br /&gt;Ombros de reza de condenado,&lt;br /&gt;E de quem ama, na tristeza, a sombra das madrugadas;&lt;br /&gt;Ombros cuja contemplação provoca as últimas lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus pés e as suas mãos acompanhavam os ombros&lt;br /&gt;num mesmo ritmo.&lt;br /&gt;Mãos sem luz, mãos que levam à boca o alimento&lt;br /&gt;sem substância,&lt;br /&gt;Mãos acostumadas aos trabalhos indolentes,&lt;br /&gt;Mãos sem alegria e sem o martírio do trabalho.&lt;br /&gt;Mãos que nunca afagaram uma criança,&lt;br /&gt;Mãos que nunca semearam,&lt;br /&gt;Mãos que não colheram uma flor.&lt;br /&gt;Os pés, iguais às mãos&lt;br /&gt;— Pés sem energia e sem direção,&lt;br /&gt;Pés de indeciso, pés que procuram as sombras e o esquecimento,&lt;br /&gt;Pés que não brincaram, pés que não correram. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No entanto os olhos eram olhos diferentes.&lt;br /&gt;Não direi, não terei a delicadeza precisa na expressão&lt;br /&gt;para traduzir o seu olhar.&lt;br /&gt;Não saberei dizer da doçura e da infância daqueles olhos,&lt;br /&gt;Em que havia hinos matinais e uma inocência, uma tranqüilidade,&lt;br /&gt;um repouso de mãos maternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderei descrever aquele olhar,&lt;br /&gt;Em que a Poesia estava dormindo,&lt;br /&gt;Em que a inocência se confundia com a santidade.&lt;br /&gt;Não poderei dizer a música daquele olhar que me surpreendeu um dia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se abriram diante de mim como um abrigo,&lt;br /&gt;E que me trouxe de repente os dias mortos,&lt;br /&gt;Em que me descobri como outrora,&lt;br /&gt;Livre e limpo, como no princípio do mundo,&lt;br /&gt;Envolvido na suavidade dos primeiros balanços,&lt;br /&gt;Sentindo o perfume e o canto das horas primeiras!&lt;br /&gt;Não direi do seu olhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não direi do seu olhar!&lt;br /&gt;Não direi da sua expressão de repouso!&lt;br /&gt;Ainda não sei se era dele esse olhar,&lt;br /&gt;Ou se nasceu de mim mesmo, num rápido instante de paz&lt;br /&gt;e de libertação!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Augusto Frederico Schimdt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(1906-1965)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-5083639457438089971?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/5083639457438089971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/09/retrato-do-desconhecido.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5083639457438089971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5083639457438089971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/09/retrato-do-desconhecido.html' title='retrato do desconhecido'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-6160023998094171743</id><published>2010-08-24T11:54:00.001-07:00</published><updated>2010-08-24T11:54:29.588-07:00</updated><title type='text'>Poema da Desintoxicação</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Em densas noites&lt;br /&gt;com medo de tudo:&lt;br /&gt;de um anjo que é cego&lt;br /&gt;de um anjo que é mudo.&lt;br /&gt;Raízes de árvores&lt;br /&gt;enlaçam-me os sonhos&lt;br /&gt;no ar sem aves&lt;br /&gt;vagando tristonhos.&lt;br /&gt;Eu penso o poema&lt;br /&gt;da face sonhada,&lt;br /&gt;metade de flor&lt;br /&gt;metade apagada.&lt;br /&gt;O poema inquieta&lt;br /&gt;o papel e a sala.&lt;br /&gt;Ante a face sonhada&lt;br /&gt;o vazio se cala.&lt;br /&gt;Ó face sonhada&lt;br /&gt; de um silêncio de lua,&lt;br /&gt;na noite da lâmpada&lt;br /&gt;pressinto a tua.&lt;br /&gt;Ó nascidas manhãs&lt;br /&gt;que uma fada vai rindo,&lt;br /&gt;sou o vulto longínquo&lt;br /&gt;de um homem dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Cabral de Melo Neto&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-6160023998094171743?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/6160023998094171743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/08/poema-da-desintoxicacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/6160023998094171743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/6160023998094171743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/08/poema-da-desintoxicacao.html' title='Poema da Desintoxicação'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-9075575751481128675</id><published>2010-07-27T20:14:00.000-07:00</published><updated>2010-12-14T19:03:59.218-08:00</updated><title type='text'>entardecer-te</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a outra ficou ali meio sem ter o que fazer, onde colocar as mãos, onde ir, justamente o tempo de se pensar em um resgate, pensar estratégias, meios e maneiras. a mente estática na tentativa de trazê-la de volta e depois a apatia do que não havia mais jeito, nada para ser feito. era tarde e todo segundo escorria, o vento provocando as árvores fortes e bem estruturadas do campo, tentando mudar todos aqueles rumos insensatos que se seguiam pelas estradas do país. tudo entardecia e parecia arranhar. foi vagar pelo lugar onde antes podia encontrá-la a qualquer momento e embora a mente ainda colocasse os olhos a procura daquele rosto, este já não estava mais lá, apenas os incontáveis desencontros que os olhos da outra acharam naquele espaço já vazio e triste, só o cheiro de bebida velha e fim de festa. quis sair dali rápido, ir beber do veneno de sua rotina como se fosse importante, fingir que nada havia acontecido e que nunca se enamorara, fugir pro início de tudo e começar outra vez. teria perguntado seu nome naquela tarde se por algum acaso soubesse da falta? por um segundo cogitou e acreditou em máquinas do tempo. sim, perguntaria. porque havia de ser e não tinha jeito, mas agora doía. também o corpo não sabia mais nem como respirar, do que a falta constante de ar do lugar a lembrava sempre. mesmo assim respirava pouco, fraco e baixo, como que mantendo apenas uma subvida, era só atividade cerebral constante tentando resolver enigmas do tempo e do espaço. depois de tantos encontros que, por fato irremediável da vida, são seguidos de desencontros, e destes tendo sobrevivido, teve medo e sentiu vontade de sair correndo pela estrada, dizer-lhe da insanidade que era voltar pra casa, que o mundo já ia acabar e que precisava ficar, sem motivo, sem porque, só ficar ao seu lado em silêncio, como num dia banal, mas não. haviam todas aquelas coisas que cada pessoa precisa fazer, a casa, algo parecido com uma família e também aquilo que chamam trabalho. e haviam pessoas! várias delas, sem as quais não se vive. porque, diferente da outra, ela sabia perfeitamente o que devia fazer agora. o que não importava mais, os motivos. ouviu a sua voz dulcíssima durante todo o dia, saindo da boca de outros, dizendo coisas que não lhe cabiam, a outra ficou ainda mais perturbada. o que mais sua mente seria capaz de produzir por conta da falta? prefiriu acreditar no que existia e também voltou pra casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-9075575751481128675?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/9075575751481128675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/07/causa-perdida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/9075575751481128675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/9075575751481128675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/07/causa-perdida.html' title='entardecer-te'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-5441773620384446369</id><published>2010-07-13T14:57:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T19:41:34.186-07:00</updated><title type='text'>sobre ir</title><content type='html'>assim que a loucura morrer, me vou&lt;br /&gt;assim que meu tempo sincronizar em mim e&lt;br /&gt;ritmar o de dentro e o de fora, me vou&lt;br /&gt;não vou longe, porém irei&lt;br /&gt;levarei meus livros em uma estante&lt;br /&gt;que carregarei nas costas&lt;br /&gt;nos bolsos, mil coisas&lt;br /&gt;são sementes, trocos dados e usados&lt;br /&gt;sobras frias de comida que não ingeri&lt;br /&gt;mãos sempre vazias, o que por elas passar&lt;br /&gt;ou será jogado fora ou será&lt;br /&gt;rapidamente engolido&lt;br /&gt;o que importa é que vou e pelo redor,&lt;br /&gt;pelas beiras, nos cantos e por aí&lt;br /&gt;pessoas levarei poucas; gatos,&lt;br /&gt;só os que me levarem consigo.&lt;br /&gt;assim que ir, só o vento ocupará o espaço&lt;br /&gt;antes gasto comigo&lt;br /&gt;não precisarei mais de espaços próprios,&lt;br /&gt;ocuparei a todos clandestinamente e&lt;br /&gt;sorrateira irei para sempre embora&lt;br /&gt;sem ninguém notar.&lt;br /&gt;só existo no meu tempo sem espaço e&lt;br /&gt;ninguém além de mim sabe&lt;br /&gt;o compasso, por isso me vou...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-5441773620384446369?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/5441773620384446369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/07/sobre-ir.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5441773620384446369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5441773620384446369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/07/sobre-ir.html' title='sobre ir'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-6731616752241431964</id><published>2010-05-17T10:27:00.000-07:00</published><updated>2010-12-14T19:00:50.987-08:00</updated><title type='text'>sala de esperar</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;me encontra lá na tua sala de estar&lt;br /&gt;com teus olhos perfeitos, tristes e conturbados&lt;br /&gt;onde eu desejo me afundar eterno&lt;br /&gt;pra você me salvar e ser minha sorte&lt;br /&gt;minha ilha perdida, minha armadilha,&lt;br /&gt;teus olhos fugindo, se escondendo no escuro&lt;br /&gt;na profundeza abissal de teus pensamentos&lt;br /&gt;onde eu me jogo e tento, aflita&lt;br /&gt;me prender nas tuas coisas, tuas histórias&lt;br /&gt;que me contas em detalhes tantos&lt;br /&gt;mas de todos, só vejo teus olhos&lt;br /&gt;portanto, me encontra e me olha&lt;br /&gt;eu vou estar&lt;br /&gt;cantarolando tua chegada&lt;br /&gt;sentada na minha sala de esperar&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-6731616752241431964?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/6731616752241431964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/05/sala-de-esperar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/6731616752241431964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/6731616752241431964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/05/sala-de-esperar.html' title='sala de esperar'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-2486862280000570834</id><published>2010-03-21T18:10:00.001-07:00</published><updated>2010-03-21T18:12:28.028-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;eu ando apaixonado por cachorros e&lt;br /&gt;bichas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;porque eles sabem que amar é abanar o rabo, lamber e&lt;br /&gt;dar a pata&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-2486862280000570834?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/2486862280000570834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/03/eu-ando-apaixonado-por-cachorros-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2486862280000570834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2486862280000570834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/03/eu-ando-apaixonado-por-cachorros-e.html' title='.'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-579010229843028213</id><published>2010-03-16T12:34:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T14:32:28.981-07:00</updated><title type='text'>extravagante demais, ácido demais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;faço o tempo correr mais rápido desde então. engulo todas as horas voraz, cada parte de segundo descendo pela minha garganta, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;áspera.&lt;/span&gt; deixo para sentir melhor e maior o tempo para quando eu puder me dar toda para o seu amor, que exige horas longas e pesadas, intensas e constantes de conhecimento das tuas miudezas; porque, por absurdo que seja, ainda não pude te deixar. por enquanto, sou só e aguardo chegar o inverno de meus dias, quando folhas secas possam enfim cair, deixando sair, tosco ainda, o novo. depois os ipês florindo, dourados reinando sobre nossas cabeças, convocando os amantes às ruas; tudo feliz, ao menos em tese.&lt;br /&gt;tudo se divide em semanas, tão rápido me passa. segunda-feira é dia de me vestir de Gente, do que quase me convenço durante a semana. mas, para minha sorte e perdição, no primeiro segundo da sexta-feira já me vem o tinhoso, me jogando em qualquer alucinação barata e acabo eu tendo a certeza que a verdade do mundo está nas ruas, e &lt;span style="font-size:130%;"&gt;beijo fundo &lt;span style="font-size:100%;"&gt;essas bocas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que encontro, na tentativa de provar que não preciso de você, que outros me amam mais e melhor e que já me esqueci como era teu beijo, que nada vale mais para minha vida o &lt;span style="font-size:130%;"&gt;veneno fraco &lt;/span&gt;que colocasse em mim... frustrada. porque era esse teu jogo, que eu me embriagasse lento com este veneno agridoce e logo depois precisasse de mais, de doses maiores e mais concentradas.&lt;br /&gt;e falo do que passou e do que você me deixou; vícios irrecuperáveis, vida e morte de toda e qualquer esperança inútil, um princípio de enfizema pulmonar, infarto do miocárdio e mais o quê? o grande&lt;span style="font-size:130%;"&gt; vazio nos olhos&lt;/span&gt; agora de vidro, areado e fosco. é claro que me precipitei, que enxerguei pactos no escuro, me meti toda na tua vida sem licença porque tudo é meu, mas você não era minha, só você e por que exatamente não poderia, que a quis. e no amor, eu tomo posse. o verbo é ter, não vou mentir. mas nada existia e você me vendava os olhos como quem quer fazer doer menos, segurava minha mão conduzindo uma criança para a sala de vacina e me olhava triste, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;meu deus&lt;/span&gt; você me olhava já sabendo que ia doer e que nada poderia fazer. e que viriam outras dores, quer dizer, você sabia que nada poderia fazer pelo meu amor, que era &lt;span style="font-size:180%;"&gt;extravagante demais&lt;/span&gt; para você se vestir dele, talvez &lt;span style="font-size:130%;"&gt;ácido demais&lt;/span&gt; para teu paladar discreto, e que seria necessário me machucar, de vez em quando. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;você me achava forte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;tudo passou, já não te vejo mais e não sei de ti. mas ainda penso em deixar os cabelos crescerem para você e penso ainda em teus caprichos de menina, que talvez seja uma questão de tempo para eu enfim atendê-los mais uma vez. o que você vai fazer com tua vida? a minha ainda anda presa a você como a vidas passadas, teu semblante surgindo ameaçador e incoveniente por entre as memórias, no meio do dia, do trabalho e mais constante, do sono. só o peso do que já vivemos alguma vez, certo lugar, mas que ainda não passou, prendendo meus passos no chão como grandes placas de concreto. de certa forma, abandonamos a obra pela metade porque passamos a não gostar mais da idéia inicial, deixamos aquele pedaço em branco mesmo, esquece tudo isso, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;não é arte&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-size:180%;"&gt;não é amor&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;faça o que quiser, me prove que eu estava errada, me puna e me deixe ir. se perca com os teus amores pueris, que como eu, também são insensatos e te consomem. assuma as tuas dores e faça as tuas escolhas e as tuas perdas. mas a mim, que carrego o místico, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;esqueça&lt;/span&gt; simplesmente. não é preciso se preocupar com nada. nossos sonhos à noite guiarão nossos passos durante o dia. e assim, no auge dos nossos vinte-e-poucos-anos, mas já carregadas de nostalgias, correremos sobre o mundo pisando e esmigalhando toda a antiga verdade dos tolos que simplesmente vagam bovinamente, pastando e digerindo merda. nós, em uma tarde vazia de janeiro levemente ensolarada, em que nada mais houver para correr, talvez nos encontremos sem combinarmos, e com as mãos já marcadas - o tempo - exterminaremos todo aquele branco deixado para trás e criaremos, juntas, alguma coisa que alguém muito simples possa olhar e chamar, enfim, de bela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-579010229843028213?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/579010229843028213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/03/faco-o-tempo-correr-mais-rapido-desde.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/579010229843028213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/579010229843028213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/03/faco-o-tempo-correr-mais-rapido-desde.html' title='extravagante demais, ácido demais'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-5184997744746858893</id><published>2010-03-13T08:33:00.000-08:00</published><updated>2010-03-21T18:12:50.242-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-5184997744746858893?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/5184997744746858893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/03/nao-me-queixo-eu-nao-soube-te-amar-mas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5184997744746858893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5184997744746858893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/03/nao-me-queixo-eu-nao-soube-te-amar-mas.html' title='.'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7642350003238586427</id><published>2010-03-04T08:55:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T11:36:45.791-08:00</updated><title type='text'>saudade, vai tomar no cu</title><content type='html'>todos os dias assim que eu acordo me renasço, de mim mesma, eu mesma faço o parto e dói. e meus sonhos são sempre também metade pesadelos, porque me lembram de algo que eu na realidade não fiz e de lugares dos quais não pude trazer nada de recordação. quando me prosto a este mundo, meus ombros caem no resto de minha carcaça cansada e minhas pernas pesam o peso de minha consciência e assim me arrasto durante o dia. o corpo, a cabeça, outra parte, distante, nada me liga ao corpo e mesmo assim ele vai a muitos lugares durante o dia, e minha cabeça vai a tantos outros, melhores e desejáveis e quando durmo, até muitíssimo indesejáveis. a saudade faz essa coisa, mutila meu corpo. pegou assim minha cabeça e levou para um santuário secreto ao sul de qualquer terra maldita. e ali fico cultuando tudo e todos que eu não tive. a saudade é qualquer coisa que te pega assim que te acorda. mas há que levar a vida. e andamos em frente, por fora todas as coisas multicoloridas do mundo e todas as pessoas passando, deixando, passando e nos deixando. me dando coisas suas para que eu as guarde. eu jogo tudo fora porque não quero nada a mais daquilo que ainda não tenho e que não posso ter. dispenso tudo o que tenho porque já tenho e a melhor coisa que se pode fazer com algo que já se tem é não ter mais. guardar jamais, guardar não. guardar não dá em nada. bom é ser vazio. e deixar tudo passar, parar jamais, tudo passando e tudo novo. novíssimo, o brilho do novo para todos os lados. a saudade faz isso. desvaria a gente durante as horas inapropriadas e cria grandes buracos nos dias e nas noites, que a gente até tenta preencher, com tudo o que se vê pela frente, mas é como um quebra-cabeça. não há o que se encaixe a não ser o que devia estar ali. eu preencho tudo de mal jeito e mal gosto, mas me sinto a vontade no erro, e sigo. a meta é não guardar mais nada e o que tiver jogar fora. jogar fora as pessoas que não se renovam dentro de mim e que não se tornam outras e assim, também eu não me torne ultrapassada. eu quero o novo. tudo e todos que são parte de mim ficarão, como aquelas que são meus braços ou minhas pernas, ou até minha cabeça. a cabeça é de tudo e de todos, joguei fora há muito tempo e não faço questão de reavê-la. mas meu coração, meu coração é meu, e ele é a única coisa antiga e ultrapassada que eu vou ter dentro de mim, de resto tudo novo. saudade é pra quem fica parado e espera. não quero mais. beijos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7642350003238586427?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7642350003238586427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/03/saudade-pra-que.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7642350003238586427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7642350003238586427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/03/saudade-pra-que.html' title='saudade, vai tomar no cu'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4950303524452372718</id><published>2010-02-23T11:46:00.000-08:00</published><updated>2010-03-21T08:46:27.813-07:00</updated><title type='text'>àquelas pernas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"quem inventou a expressão 'um ombro amigo' não conhecia uma coxa"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;OH DEUS permita que eu veja denovo aquelas pernas permita que eu viva ao lado daquelas pernas e que eu envelheça sedentariamente ao lado daquelas pernas pra que quando jé velha e cansada eu peça abrigo naquelas pernas e pra quando nada mais bastar eu olhe denovo aquelas pernas e veja que há sempre um motivo para se animar&lt;br /&gt;OH DEUS eu te peço que não leve essas pernas para longe de mim eu te peço para que mude a direção do andar destas pernas até mim que ao lado destas pernas só há felicidade sem fim e que seja sem fim que elas perambulem por aí mas que ao fim do dia estas pernas retornem para mim&lt;br /&gt;OH DEUS eu que nem sei se acredito em você te rogo que conserve o tom sadio dessas pernas e que as proteja de qualquer artrite artrose osteoporose e vitiligo porque naquelas pernas não pode haver nada disso porque são pernas divinas torneadas por anjos torneiros mecânicos e por isso só merecem os melhores sumos hidratantes preparados por ninfas saltitantes&lt;br /&gt;OH DEUS eu te peço ainda se não for muita ousadia que estas pernas se voltem para mim porque por estas pernas eu pego as minhas e corro até elas porque elas são a inspiração desta gata velha que fracassada só carrega na memória a intenção de um dia se enroscar denovo naquelas pernas e dormir naquelas pernas e acordar naquelas pernas e viver sempre ao lado daquelas pernas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque todo gato, DEUS, tem adoração por pernase as que eu achei, me deixaram saudades eternas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;28.09.08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4950303524452372718?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4950303524452372718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/02/aquelas-pernas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4950303524452372718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4950303524452372718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/02/aquelas-pernas.html' title='àquelas pernas'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-453701872089717491</id><published>2010-02-22T16:36:00.000-08:00</published><updated>2010-03-21T08:30:51.859-07:00</updated><title type='text'>segunda-feira de cinzas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e então na segunda-feira de cinzas, com um telefonema certeiro da chefe, o carnaval acabou. mesmo assim, tendo durado cinco dias a mais que o combinado com a prefeitura, meu carnaval poderia durar quem sabe até um mês. com idas frequentes às paradas de sucesso, neste caso, uma no primeiro dia e outra ao final, ritmado quase como quem dança; dança de roda, sabe. vistas completamente privadas do rio de janeiro. os carros alegóricos da mangueira, grande rio, mocidade, o que seja, atrapalhando o trânsito na presidente vargas, em pleno amanhecimento do dia; coisa rara. os dias quentes, os mais quentes do brasil, passando devagar. acordar depois que o sol se pôs foi uma necessidade, compreenda. o santa bárbara fechado, causando tumulto e tensão dentro do taxi, que até tinha um tal gps, mas o coitado não sabia do santa bárbara fechado, abre as janelas que todo mundo vai fumar um cigarrinho. e ainda é carnaval, toca essa carroça pra frente que tem muito rio de janeiro pra gente!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-453701872089717491?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/453701872089717491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/02/segunda-feira-de-cinzas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/453701872089717491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/453701872089717491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/02/segunda-feira-de-cinzas.html' title='segunda-feira de cinzas'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' 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cartola ou do noel rosa. eu sei reconhecer a hora da retirada, agora, pra ontem. essa jogação descompensada não está mais funcionando pra mim, admito. estou pedindo a conta do bar, meu amigo.&lt;br /&gt;meus sonhos me contaram que em algum lugar - ou em vários - alguém se esquece de mim e me estranha como se nunca tivesse me conhecido. sei que não tenho mais aquele jeito menina de ser e que ganhei algumas rugas nestes últimos meses, fiquei mais feia e ninguém mais acha que eu tenho menos idade do que realmente tenho; coisa triste. uma hora a gente tem que aprender a ter medo de amar e, no meu caso, mais de uma pessoa foi responsável por isso, acelerou tudo. amadurecer é aprender a ter medo, pergunte ao pirralho mais próximo de ti. eu sei que estou muito chata e desacreditada, não queria, mas quando se envelhece dez anos em poucos meses... rolam alguns efeitos colaterais.&lt;br /&gt;mas é carnaval! o que fazer com o som dos batuques que estarão por toda parte? como não sair sambando por aí? o copo na mão, chinelo no pé, chapéu na cabeça. eu vou, eu vou, eu ainda não consigo sair deste boteco com uma conta deste tamanho pendurada. o que tem é coisa pra eu pagar e apagar aqui. quanta bagunça pra arrumar! no carnaval não dá... mas quando chegar a quarta-feira de cinzas, aí sim! uma casa inteira pra arrumar sozinha, novos cortes e cores no cabelo, um bronzeado na pele, pessoas realmente importantes para amar, fred e bernardo pra cuidar, tudo novo. meu maior desejo pra esse ano (que, claro, só começa depois do carnaval) ? me achar perdida pelas cinzas na quarta-feira.&lt;br /&gt;bandeira branca, MEU amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-5514356719373081513?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/5514356719373081513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/02/carnaval.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5514356719373081513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5514356719373081513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/02/carnaval.html' title='carnaval'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7213523968732204863</id><published>2010-01-10T19:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-10T20:47:19.285-08:00</updated><title type='text'>hoje, que dia ?</title><content type='html'>é uma infelicidade tudo isso.&lt;br /&gt;eu nasci meio humana e fui indo meio bicho, querendo tomar conta das coisas e tudo pra mim. e você tava lá, sozinha, andando perdida, eu achei que seria bom te chamar pra mim. mas depois vi que era você quem me chamava numa língua que eu não entendia, mas que refletia dentro do inconsciente. mas me enganei que tu estavas só, havia quem te seguisse além de mim. e foi quando tudo começou e a gente se juntou, o sujo e o mal lavado, gente da mesma laia. a gente nasceu pra ser triste, e no meu caso, também egocêntrica e vingativa. você, também confusa e levemente depressiva. mas nossas histórias são lindas, ao menos, nada sabe ser mais bonito que a tristeza. e a gente mergulhou na infelicidade de sermos nós, patéticas para o amor, esta coisa ridícula; servíamos para aquele acaso triste, porque também éramos ridículas e também burras, porque é extremamente necessária a burrice no negócio do amor.&lt;br /&gt;hoje somos nada de nada. por mais que eu me pense moderna e desapegada, sei que perdi uma certa disputa, que eu nunca admiti disputar. o orgulho é uma fortaleza feita de cartas, desaparece num sopro. um sopro que sempre sai de você. e aqui vai mais um sopro seu, só seu em minha direção. e de novo vou ter que construir meu castelo de cartas para de novo você soprar e fazer desmoronar tudo em mim. sempre me perguntei até quando ficaria nesta putaria sem graça, e depois de tanto tempo eu ainda não aprendi que não se mede o tal tempo. o que sei é que aprendi a estar nisso tudo e a conviver com esta dor no cotovelo, essa tal disputa não ganha. não de forma pacífica, é claro. eu tive que expurgar estes demônios para você, entenda. eu não choro.&lt;br /&gt;eu acho tudo muito infeliz, mas consigo dizer isto sem ressentimentos. afinal, é também obra minha e muito sinceramente, não vejo conduta da qual me arrepender. eu fiz muito, isso você deve saber, eu fiz muito. talvez fosse melhor ficar em casa, como você queria. mas desde sempre tive o impulso de te contrariar, algo me dizia que eu não devia te fazer exatamente feliz, quem sabe ao menos aflita. aflita é melhor que feliz, eu acho. hoje, acho que nem isso consigo fazer. não te deixo mais aflita, nem nervosa, nem com raiva e nem nada, pelo menos não como eu queria. e me desespero e maldigo a vida a teu lado e rogo pragas para você, porque foi nesta função que me colocastes agora. você devia saber que eu sou uma criança pirracenta atrás de um sorvetinho. e que, pra minha cabeça, não existe meio termo possível, nada de esperanças. diferente de você, que admite todos os meio termos e acredita que o tempo muda as pessoas.&lt;br /&gt;hoje, eu queria nas minhas mãos a melhor pistola americana só pra matar toda essa raiva, todo esse sentimentozinho chato que tem dentro de mim. acabaria com uma ou duas pessoas e sairia por aí, fugindo da polícia pelo brasil, arrumando briga com o diabo, deus do meu lado, eu ia me esconder no sertão. você, eu queria esquecer e só de pirraça matar o vagabundo que te tirou de mim, te mostrar que você estava errada. não adianta, nada do que a gente faça será possível pra nos tornar, quem sabe um dia, dignas. a gente já bagunçou toda a casa e se quisermos viver, teremos que viver dentro dela assim. vai ver era pra ser desse jeito mesmo, amando e odiando sem fim.&lt;br /&gt;hoje eu tô possessa, mas o meu orgulho é maior. só não é maior que você. mas você não sabe disso. aliás, você não sabe de muita coisa assim como eu também não sei que muita coisa é mentira pra mim e pra você. porque somos burras uma para a outra, e talvez o maior sinal de amor seja este, a nossa burrice. e chega a ser tão ridículo que eu tenho certeza que isso é coisa de deus. ou do cão, vai saber. sendo quem for, já se divertiu e agora se cansou, nos jogou fora numa casa de adoção. teu dono veio te buscar e eu fiquei porque o meu nunca existiu, e eu resolvi fugir por aí com outros de rua, como eu.&lt;br /&gt;hoje eu tô nessa de perdida, me jogando em esquina de bar, me passando por rica.&lt;br /&gt;não acredita em nada, coração. é tudo mentira, é tudo mentira.&lt;br /&gt;um dia a gente esquece o ódio e volta a amar;&lt;br /&gt;que dia ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7213523968732204863?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7213523968732204863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/01/hoje-que-dia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7213523968732204863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7213523968732204863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2010/01/hoje-que-dia.html' title='hoje, que dia ?'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' 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uma, talvez para duas, qual é meu desejo, minhas pedrinhas. tanto tempo esperei para isso... é que me faltava um pouco desse ar fecundo de desejos que só rola lá pelas esquinas místicas do centro do rio, que sempre fica bonito pela noite, tantas noites que perambulei com o vento nos pés, o céu na cabeça. mas enfim, dezembro não passa em branco - nem só nas cores feias da decoração de natal.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;eu até tentei guardar tudo, mas como não tenho lá tanto talento para guardar coisas assim como uma cômoda, perdi algumas coisas. perdi várias delas pela rua da memória. no final dá no mesmo, porque viver nas horas é fácil, difícil é contar os segundos. e foi prestando muita atenção nos segundos que eu vi aquele instante em que o destino muda, suspiro abafado no escuro. não querendo desmerecer o poder das cartomantes e afins, elas estão certas, estão certíssimas mas apenas naquele momento. quando viramos a esquina da pobre médium já se muda tudo o que se disse. destino existe, regina, mas é a gente quem decide se vai ou se fica. não segui teus conselhos, regina, quão inapropriados eram para mim! ah, você sempre soube deste detalhe mas não quis me dizer. você não teve medo de facas, nem de mais nada; você sabia que às vésperas do crime o homem se redimiria, quem sabe até em choro, grande ato! ciúme é de praxe, afinal. não houve sangue e você sorriu, segura de si. pra você o nome é amor, eu chamo de sorte, mistura de destino e livre arbítrio. as pessoas dão o nome amor às coisas mais absurdas, aleatórias e indiscriminadas; entretanto não se pode culpá-las, não se fala de amor sem antes ter morrido dele, silêncio.&lt;br /&gt;de uma coisa sei: não envelhecerei; não posso. não poderei passar no tempo sem minhas pedrinhas, uma que fosse, eu passaria. mas não: tô parada procurando os vinte e poucos anos que você me fez gastar por aí. como envelhecerei sem você? quem irá balançar a cabeça, afirmativa, quando eu contar as histórias fantásticas que só nós sabemos? não posso. terei um rosto plástico, assim como quem não viveu, como quem não chorou, como quem não amou. o que cá entre nós é uma puta injustiça.&lt;br /&gt;vejo teu retrato antigo que me faz pensar em tempos melhores, findos, quando ainda não existia a amargura, essa coleção de coisas que vão sobrando do que por vezes cismamos chamar amor, e a gente vai juntando - porque história não se joga fora - e ficando pesada, cada vez mais pesada. mas é assim que é: não dá pra jogar nada fora. mas gosto de olhar teu retrato, te ver menina e te saber simples, ainda não capaz destas ironias finas que praticas sem sucesso por aí ultimamente. não use de ironia e deboche comigo, querida. prefiro que se dirija a mim na tua própria língua, que eu não entendo, mas pelo menos não soas vulgar. eu olho teu retrato, mas não por muito tempo: baixo os olhos com medo do teu semblante ameaçador e sinto a ponta lá daquela amargura, rápido procuro outra coisa para fazer, ligo a tv, quem sabe.&lt;br /&gt;o ano meio que se foi todo assim, ano de transgressões imensas, sentimentos altos, profundos - tanto ao céu quanto ao inferno - que eu cuidei de procurar, assumo, ano de sóis insuportáveis e tempestades avassaladoras - uma hora ela cai -, ano ventado na cara, ano veloz. mas tanto, que agora só posso ficar quieta vivendo as horas, ignorando todo o resto do mundo, arrogante que sou. vou voltar ao início de tudo, cara. você vai ver e vai saber reconhecer quando me ver. aquele reencontro vejo em grande estilo, gosto de cenas dramáticas. o importante, entretanto, será esquecido: apareceremos juntas num dia de julho, um sol pretensioso que só no céu, tomando grandes cappuccinos ou qualquer outra coisa que termine com ccino e nos dê um ar vulgar de café francês aqui no brasil, rindo alto, estalando os saltos ou arrastando chinelos, diante do quê o senhor que acabou de nos vender o velho cigarro ficará pensando, perplexo: "mas como?".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4933727777761217864?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4933727777761217864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/12/sobre-o-tempo-no-rio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4933727777761217864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4933727777761217864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/12/sobre-o-tempo-no-rio.html' title='sobre o tempo no rio IV'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-3431948327606191692</id><published>2009-12-12T20:53:00.000-08:00</published><updated>2009-12-13T18:40:43.745-08:00</updated><title type='text'>retratos abstratos do dia</title><content type='html'>eu ainda te vejo acender o cigarro meio triste na rua principal da cidade indo pra não sei onde que te disseram ainda pouco no telefone (agora desligado) que marcaram pra tomar uma cerveja, comer batata frita e contar dos últimos informes da terrinha. te vejo ainda parada no ponto de ônibus com seus óculos escuros fumando aquele cigarro e pensando no corte do cabelo e em misérias globais. andas com todos para todos os lados, só vai aonde te levam mas voltas para casa todos os dias sozinha. e acha daquilo a pior e a melhor coisa da tua vida. não importa. seguiremos para quando? fugiremos atrás do quem sabe, do talvez. e talvez esteja você agora em seu quarto dormindo, sonhando coisas estranhas ou quem sabe muito quieta tentando esquecer o último. ainda que mil vezes tivesse que te ver ir embora, assim seria. mas não foi, só ficaram comigo os milhares de adeus que eu te teria dado. ah, sim. ainda frequento os mesmos cais, as mesmas praças à beira mar, os mesmos cantos. mas vejo coisas que também você vê, não me enxergue muito mal, seja nítida e precisa comigo. até que você decida pegar outro ônibus, até que alguém passe na rua e te reconheça, até que o tempo acabe, o meu tempo, eu ficarei aqui parada nesta plataforma sem poder sair ou partir para outro lugar. estarei imóvel, nossas linhas se cruzando, se emaranhando e me soltando, aos poucos, devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo o que vai, volta na próxima estação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu vou ficar parada em cima da plataforma&lt;br /&gt;daquela estação&lt;br /&gt;vendo partir o todo para o fim, e eu ali&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passando, passando, passando&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-3431948327606191692?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/3431948327606191692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/12/retratos-abstratos-do-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/3431948327606191692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/3431948327606191692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/12/retratos-abstratos-do-dia.html' title='retratos abstratos do dia'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-1303708146835545187</id><published>2009-11-23T09:06:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T13:03:05.362-08:00</updated><title type='text'>bom dia, saudade</title><content type='html'>hoje acordei sentindo saudade por causa do sonho. que eu nem lembro mais, esqueci assim que abri os olhos mas ficou aquele mal estar, aquela sensação de 'cadê?'. flashes vindo durante o café, nada claro e nem adianta tentar refazer os caminhos, são apenas imagens desfocadas. só aquela enorme saudade ocupando todos os cômodos da casa, grande, inundando tudo e silenciosa. saudade eu nem sei do quê exatamente, mas que acabou ficando saudade do que eu quis. então comecei a sentir saudade de cheiro, cheiro de marisco, cheiro do cigarro misturado com perfume e cheiro de lírio abrindo na janela. e daí comecei a sentir saudade dos sons de vozes e das músicas e até de ronco de porta e do barulho de passos no corredor, que certa vez tanto me perturbaram e tiraram o fôlego. sentindo saudade de cheiro e som, então caí por lembrar das pessoas, já que elas são feitas disso tudo. mas quando já ia me surgir um rosto para culpar minha saudade, voltou tudo ao início e eu já não lembrava mais de cheiro nem de som de nada, só o tempo ventando na poeira acumulada em mim, só o som do vento batendo no exalar do perfume de flores já secas, só uma saudade imensa eu nem sei do quê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-1303708146835545187?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/1303708146835545187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/11/hoje-acordei-sentindo-saudade-por-causa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/1303708146835545187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/1303708146835545187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/11/hoje-acordei-sentindo-saudade-por-causa.html' title='bom dia, saudade'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4821289326912640072</id><published>2009-11-15T11:29:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T18:44:56.272-08:00</updated><title type='text'>eu bem que me digo</title><content type='html'>se houvesse tantas pessoas no mundo quanto nos dizem sempre, talvez eu não tivesse de tomar o rumo que sempre tomo. alternativa não é lá uma boa palavra. eu só quero tomar posse do que é meu, mesmo que seja o mesmo, do mesmo, do mesmo de sempre. rodo, corro dando voltas, fico tonta demais, sempre muito tonta e acabo batendo lá. e eu nem saí do meu lugar, não tem nada a ver com lugar (embora agora seja necessário ficar). acabo batendo aqui, dentro desta cabeça, fico presa, bato em todas as paredes, me machuco, saio, vou pra longe demais e depois volto. só o tempo de respirar fundo, estou eu lá de novo. e lá não é bom. digo a mim mesma: larga essa vaidade, menina! pára de querer perambular por lá, por aí... sobe, desce, anda e só retrocede. ouvi, outro dia, uma coisa assim dizendo que esperança é com o quê se constroem armadilhas, e é. olha que eu já ia pintando um quadro lindo, me pensando astuta, cheia de botões de segurança disso e daquilo, remedinho pra isso, remedinho pra aquilo, e só até aqui que eu vou, dali não passa e não sei mais o quê... armadilha, armadilha. que eu pensava não cair de novo, mas é quando estamos mais obstinados que as armadilhas se vestem com as mais belas palavras e promessas e se colocam nas mais paradisíacas paisagens e sempre inocentes e inofensivas. parece papo de igreja, mas nem é. é fato que as coisas da vida te conduzam a lugares e pessoas e situações não muito favoráveis. e tornando público que eu já conhecia todos esses lugares, pessoas e situações, por que seguir tudo isto mais uma vez? não há fato novo, surpresa, regeneração ou mega sena que mude as coisas... só o tempo que às vezes nem muda as coisas, mas dando sorte te muda. eu bem que me digo: pára de teimosia, menina! mas às vezes preciso que me lembrem, como agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas deus sabe que eu gosto é de chuva, que eu gosto de vento na cara e eu gosto mais de frio. eu gosto de chuva e ficar enterrada dentro de casa com medo de trovão, vendo os fios do poste estourarem todos, fazendo faísca na janela. e eu gosto de vento que move tudo, que vai pra todos os lugares e ninguém vê. e eu gosto muito de frio, assumo: prefiro muito um dia muito frio a um dia muito quente. que se danem todos nas praias! eu quero é ficar debaixo de coberta tomando sopa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4821289326912640072?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4821289326912640072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/11/eu-bem-que-me-digo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4821289326912640072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4821289326912640072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/11/eu-bem-que-me-digo.html' title='eu bem que me digo'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-5158177629528116869</id><published>2009-10-26T12:39:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T12:48:10.496-07:00</updated><title type='text'>moraes, vinícius. o incriado.</title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Distantes estão os caminhos que vão para o tempo - outro luar eu vi passar na altura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Nas plagas verdes as mesmas lamentações escuto como vindas da eterna espera&lt;br /&gt;     O vento ríspido agita sombras de araucárias em corpos nus unidos se amando&lt;br /&gt;     E no meu ser todas as agitações se anulam como vozes dos campos moribundos. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Oh, de que serve ao amante o amor que não germinará na terra infecunda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     De que serve ao poeta desabrochar sobre o pântano e cantar prisioneiro?&lt;br /&gt;     Não há a fazer pois que estão brotando crianças trágicas como cactos&lt;br /&gt;     Da semente má que a carne enlouquecida deixou nas matas silenciosas. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Nem plácidas visões restam aos olhos - só o passado surge se a dor surge&lt;br /&gt;     E o passado é como o último morto que é preciso esquecer para Ter vida&lt;br /&gt;     Todas as meias-noites soam e o leito está deserto do corpo estendido&lt;br /&gt;     Nas ruas noturnas a alma passeia, desolada e só, em busca de Deus. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Eu sou como o velho barco que guarda no seu bojo o eterno ruído do mar batendo&lt;br /&gt;     &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;No entanto, como está longe o mar e como é dura a terra sob mim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Felizes são os pássaros que chegam mais cedo que eu à suprema franqueza&lt;br /&gt;     E que, voando, caem, pequenos e abençoados, nos parques onde a primavera é eterna. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Na memória cruel vinte anos seguem a vinte anos na única paisagem humana&lt;br /&gt;     Longe do homem os desertos continuam impassíveis diante da morte&lt;br /&gt;     Os trigais caminham para o lavrador e o suor para a terra&lt;br /&gt;     E dos velhos frutos caídos surgem árvores estranhamente calmas. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ai, muito andei e em vão... rios enganosos conduziram meu corpo a todas as idades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Na terra primeira ninguém conhecia o Senhor das bem-aventuranças...&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;      Quando meu corpo precisou repousar, eu repousei, quando minha boca ficou sedenta, eu bebi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;      Quando meu ser pediu a carne, eu dei-lhe a carne mas eu me senti mendigo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Longe está o espaço onde existem os grandes vôos e onde a música vibra solta&lt;br /&gt;     A cidade deserta é o espaço onde o poeta sonha os grandes vôos solitários&lt;br /&gt;     Mas quando o desespero vem e o poeta se sente morto para a noite&lt;br /&gt;     As entranhas das mulheres afogam o poeta e o entregam dormindo à madrugada. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Terrível é a dor que lança o poeta prisioneiro à suprema miséria&lt;br /&gt;     Terrível é o sono atormentado do homem que suou sacrilegamente a carne&lt;br /&gt;     Mas boa é a companhia errante que traz o esquecimento de um minuto&lt;br /&gt;     Boa é a esquecida que dá o lábio morto ao beijo desesperado. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Onde os cantos longínquos do oceano?...&lt;br /&gt;     Ssobre a espessura verde eu me debruço e busco o infinito&lt;br /&gt;     Ao léu das ondas há cabeleiras abertas como flores -&lt;br /&gt;     São jovens que o terno amor surpreendeu&lt;br /&gt;     Nos bosques procuro a seiva úmida mas os troncos estão morrendo&lt;br /&gt;     No chão vejo magros corpos enlaçados de onde &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;a poesia fugiu como o perfume da flor morta.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Muito forte sou para odiar nada senão a vida&lt;br /&gt;     Muito fraco sou para amar nada mais do que a vida&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;      A gratuidade está no meu coração e a nostalgia dos dias me aniquila&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;      Porque eu nada serei como ódio e como amor se eu nada conto e nada valho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eu sou o Incriado de Deus, o que não teve a sua alma e semelhança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;      Eu sou o que surgiu da terra e a quem não coube outra dor senão a terra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;      &lt;/span&gt;Eu sou a carne louca que freme ante a adolescência impúbere e explode sobre a imagem criada&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;      Eu sou o demônio do bem e o destinado do mal mas eu nada sou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;De nada vale ao homem a pura compreensão de todas as coisas&lt;br /&gt;     Se ele tem algemas que o impedem de levantar os braços para o alto&lt;br /&gt;     De nada valem ao homem os bons sentimentos se ele descansa nos sentimentos maus&lt;br /&gt;     No teu puríssimo regaço eu nunca estarei, Senhora... &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Choram as árvores na espantosa noite, curvadas sobre mim, me olhando...&lt;br /&gt;     Eu caminhando... sobre meu corpo as árvores passando&lt;br /&gt;     Quem morreu se eu estou vivo, por que choram as árvores?&lt;br /&gt;     &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Dentro de mim tudo está imóvel, mas eu estou vivo, eu seu que estou vivo porque sofro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Se alguém não devia sofrer eu não devia, mas sofro e é tudo o mesmo&lt;br /&gt;     Eu tenho o desvelo e a benção, mas sofro como um desesperado e nada posso&lt;br /&gt;     Sofro a pureza impossível, sofro o amor pequenino dos olhos de das mãos&lt;br /&gt;     Sofro porque a náusea dos seios gastos está amargurando a minha boca. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Não quero a esposa que eu violaria nem o filho que ergueria a mão sobre o meu rosto&lt;br /&gt;     Nada quero porque eu deixo traços de lágrimas por onde passo&lt;br /&gt;     &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Quisera apenas que todos me desprezassem pela minha fraqueza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;      Mas, pelo amor de Deus, não me deixeis nunca sozinho! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Ás vezes por um segundo a alma acorda para um grande êxtase sereno&lt;br /&gt;     Num sopro da suspensão e beleza passa e beija a fronte do homem parado&lt;br /&gt;     E então o poeta s urge e do seu peito se ouve uma voz maravilhosa&lt;br /&gt;     Que palpita no ar fremente e envolve todos os gritos num só grito. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Mas depois, quando o poeta foge e o homem volta como de um sonho&lt;br /&gt;     E sente sobre a sua boca um riso que ele desconhece&lt;br /&gt;     A cólera penetra em seu coração e ele renega a poesia&lt;br /&gt;     Que veio trazer de volta o princípio de todo o caminho percorrido. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Todos os momentos estão passando e todos os momentos estão sendo vividos&lt;br /&gt;     A essência das rosas invade o peito do homem e ele se apazigua no perfume&lt;br /&gt;     Mas se um pinheiro uiva no vento o coração do homem cerra-se de inquietude&lt;br /&gt;     No entanto, ele dormirá ao lado dos pinheiros uivando e das rosas recendendo. &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eu sou o Incriado de Deus, o que não pode fugir à carne e à memória&lt;br /&gt;     Eu sou como o velho barco longe do mar, cheio de lamentações no vazio do bojo&lt;br /&gt;     No meu ser todas as agitações se anulam - nada permanece para a vida&lt;br /&gt;     Só eu permaneço parado dentro do tempo passando, passando, passando... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-5158177629528116869?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/5158177629528116869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/10/moraes-vinicius-o-incriado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5158177629528116869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5158177629528116869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/10/moraes-vinicius-o-incriado.html' title='moraes, vinícius. o incriado.'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-1112005516509071319</id><published>2009-10-23T21:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T12:25:35.820-07:00</updated><title type='text'>armadilha</title><content type='html'>deixei que passassem estas mulheres por mim. aprendi a sair destas armadilhas em forma de gente, atraentes, minuciosamente projetadas pelas mãos, pelas mãos de quem? quem seria tão perverso? simples acaso, tragédia. tive consumida a minha matéria e viciado o meu pensamento, eu me dei. me deixei transpassar como por balas perdidas no peito, porque foram sempre perdidas que eu as achei. uma guerra no escuro, o meu peito aberto cobrindo tudo, sorte. hoje, sequelas que duram, senão a vida inteira, pelo menos a eternidade. mas não me ponho mais em seus caminhos, senhoras. as balas já atravessaram meu peito e agora deixo que atinjam os teus alvos, construídos dentro, projetados fora, sempre em trajetória longa de rumo distante quase inalcançável; mas não mais em mim. não sigo mais tuas jornadas maravilhosas sobre a terra, o pé no chão, o coração no mundo. hoje só desvio do alvo e corro cega pra bem longe e tão rápido que só raios possam me acompanhar, onde nem o ar exista e o instante é a lei. de tudo sobrou o medo, que não é o medo das armadilhas por que sei que delas não posso escapar; assim como qualquer outro humano no mundo. mas um medo de me deparar com mecanismos que não conheço, com nomes que eu não saiba ao menos pronunciar, com novíssimas máquinas letais, de onde não reste vida que seja. tudo que sei, sei porque morri. tive que matar algumas coisas em mim para entender minimamente as nossas trocas de tiros no escuro. de vocês sei que não morro por completo, a capacidade de regeneração humana é incrível, mesmo com mísera matéria. mas e quando não sobrar mais nada? de onde irei renascer? seguiremos sendo alvo e ameaça, sempre. eu e vocês, todos. onde estou agora é seguro, mas sei que em breve esta morada não mais me abrigará. haverá novas e mais dissimuladas armadilhas onde, mesmo cautelosa, irei me afundar. mas de alguma forma vocês ficarão, cicatrizes condecoradas, medalhas que eu conquistei. talvez conte uma história ou duas, talvez vocês se tornem isso: histórias, histórias que os céticos simplesmente irão esnobar. mas eu, apenas eu, saberei a verdade imensa e translúcida escrita em meus olhos e mais ainda, saberei que, se cair nesta armadilha novamente, é porque quis partir para o fim, irei dançar com tuas artimanhas e rir das minhas feridas. serei feliz, sentindo dor e não sobrará mais nada de mim; o amor só será possível no último instante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-1112005516509071319?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/1112005516509071319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/10/armadilha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/1112005516509071319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/1112005516509071319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/10/armadilha.html' title='armadilha'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4663550617712079710</id><published>2009-10-22T11:10:00.001-07:00</published><updated>2009-11-29T13:08:37.311-08:00</updated><title type='text'>viva, muito viva</title><content type='html'>ueria dizer tanta coisa, eu sempre quero dizer muitas coisas mas sempre acho também que não vale a pena. falar sozinha não é muito a minha. mas é que ando numa de vida pra cima que nem me reconheço, logo eu que adoro me arrasar e em barra pesada, várias barras pesadas, jurando que não acreditava em mais nada mas nisso tinha razão e era esse o pulo, não acreditar em nada e duvidar de tudo. começou na terça com aquele papo no engarrafamento, sinal fechado, nós na transversal do tempo, você sabe... mas, como assim que eu ando largada por aí, que eu não gosto mais de mim e não sou mais a mesma? é o cacete! passa esse sorriso pra cá que agora ele é meu! esquece os dois dedos de raiz do meu cabelo, é só assim que fica bom, save debbie! agradeço muito pela sopinha com torradas pela noite e também por ter acordado hoje com afagos no rosto e um "não vai pro estágio, elô?". eu: "ahaheghaefgnãããããoooaaahhummmmrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr". coisinhas pequenas me alimentam, um papelzinho vale, vale pecadinho, um calorzinho nas costas, uma balinha, qualquer coisa tá valendo e fazendo acontecer. pedrinhas no sapato existem, mas me livro até o fim do ano, são umas duas ou três, quem sabe quatro, mas não passa disso e não dá cria que eu não deixo; graças a um tal doido aí que disse, aliás ele nem disse, ele já foi destruindo tudo por que ele sabe, tem que se destruir tudo pra se construir algo melhor. então, vamos quebrar as paredes, deixa chover, deixa ventar, deixa trovejar. quando não houver mais pedra sobre pedra, iremos brotar lindos da terra, espalhar por aí armadilhas, cautelosos, porque o amor, você sabe, sempre espreita sorrateiro... não vamos acordá-lo, não agora que os barcos já partiram daqui, levaram todo aquele entulho lá pras europas, aquela terra escrota.&lt;br /&gt;a culpada? eu que não fui! mas se quer saber, acho que toda aquela merda deu em coisas lindas, destruição taí pra isso, pra fazer nascer denovo e denovo e denovo e até o fim do mundo, das entranhas de gente como a gente, porque só a gente suporta a loucura. culpada foi a gal, mas ela é deus, a gente não questiona.&lt;br /&gt;minha relação com a bebida virou problema, mesmo. minha meta é não beber esse final de semana, sem traçantes cortando o céu acima de nós, nem balas perdidas, só meteoros nos quais viajaremos para, para, para longe, sempre para longe e nem precisamos andar muito.&lt;br /&gt;já disse, amor não é tudo. dedos apontados desviem de mim! espero voltar, assim, daqui a mil anos e depois de tantas coisas que só uma madrugada de mil horas daria conta para colocar as supernovas em dia! até hoje não acredito naquela ligação no meio da madrugada, que não deu certo porque gal protege os bêbados, ela até me levou pra casa nesse dia, cantando baby pra mim dentro do ônibus. ai, essas combinações inconvenientes, um dia essa química toda me mata, ou me fortalece, vai saber.&lt;br /&gt;duvido de tudo mas tô viva, muito viva e sei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4663550617712079710?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4663550617712079710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/10/verdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4663550617712079710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4663550617712079710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/10/verdade.html' title='viva, muito viva'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' 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class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-8946160093170483643?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/8946160093170483643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/09/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/8946160093170483643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/8946160093170483643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/09/blog-post.html' title='why do you let me stay here  ?'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4341259418227423861</id><published>2009-09-16T13:16:00.001-07:00</published><updated>2009-09-16T14:14:49.203-07:00</updated><title type='text'>catavento</title><content type='html'>talvez coisas que a gente nunca devesse ter feito ou dito. um dia parado, sensação do tempo corroendo as entranhas, o dia e os pensamentos nublados e cheios de sombras, aquela tentativa desesperada de sanar a ansiedade no banheiro, escondido de todo mundo; e depois o medo. a paranóia, tudo junto vindo como nunca viera. muita gente em volta e ninguém por perto, a avacalhação da própria alma, o receio e o desejo da solidão; ainda mais depois de ter abandonado tantas coisas nos últimos tempos e por escolha própria. o dia seguia. o caminho que escolhera talvez fosse todo assim, escuro, meio frio e parado. mas já não tinha como voltar atrás; participara de um tipo de ritual inconsciente de si mesma, e agora deveria fazer do amargo o seu gosto, de sombrias as suas idéias e sentimentos, e o amor, bem, este lhe traria sensações de náuseas, convulsões e perda dos sentidos; resultado do acidente que sofrera em agosto. não conhecia mais o romance. repulsa, era a reação primeira em face dela. era bem verdade que se sentia cansada e não acreditava mais em ninguém. o dia ia. tudo estranho, pessoas sozinhas em salas com móveis que cheiravam a tempo, todas elas cinzas, tudo parado e morto. ou, ao menos dormindo, um sono pesado cheio de pesadelos; pre visões do outro lado do mundo, ou do outro lado da rua. a sincronicidade das maldições de sua nova vida acontecendo a olho nu, todos os fatos ligados para afetar-lhe cada vez mais, e tudo previsto em pesadelos que duravam toda a noite, quando dormia. se perguntava, naquela tarde, se valia a pena seguir agora. o porque de cada minimo detalhe de seu moroso cotidiano, achava tudo chato, apenas insuportável. não queria sentir o vento passar, mas ir junto. entretanto, ficara. pensara que se pudesse alcançar aquela janela do oitavo andar, poderia voar para longe, feito papel solto na rua ou quem sabe um catavento solto no ar. mas não tinha certeza, era bem verdade que se sentia casada e não acreditava mais em nada. sabia que agora era de pedra, e tinha medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4341259418227423861?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4341259418227423861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/09/talvez-coisas-que-gente-nunca-devesse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4341259418227423861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4341259418227423861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/09/talvez-coisas-que-gente-nunca-devesse.html' title='catavento'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7211192861974217342</id><published>2009-09-06T10:43:00.000-07:00</published><updated>2009-09-06T19:37:50.954-07:00</updated><title type='text'>onde foi que perdi minha embriaguez?</title><content type='html'>então, é isso. está tudo acabado para mim. onde fantasiar minha felicidade se o álcool já não me afeta mais? como forjar minha segurança amorosa se ao beber continuo triste, feia e sóbria? como fazê-los acreditar na minha maturidade emocional se ao me ver, todos sabem que em mim já não há mais coração que bata? estou perdida. não sei mais o quê nem quanto beber para me alegrar. a cerveja do fim de todos os dias, a vodka das noites de frio, o vinho para a lua cheia, a cachaça brejeira, nem os drinks de absinto nem a nossa paixão brasileira, a caipirinha, nada. me sinto desolada e mais só do que nunca estive. poderia perder meus amores - como perdi -, meus amigos e até minha vontade de viver, mas para tudo isso existiria sempre um copo de cerveja para me ajudar a engolir o choro. a vida agora deve ser levada com sobriedade e sem nenhuma graça, daquela felicidade embutida nas tão amadas garrafas. onde foi que perdi minha embriaguez? ficarei por aí como quem não vê, não ouve, não vive. estarei incógnita e invisível para os outros, não terei mais cores. sofrerei dessa separação por completo, sem anestesias nem fantasias. poderiam ter me levado tudo, menos o meu torpor, mas m'o tiraram e em troca deixaram apenas uma enorme dose de realidade. que ainda não tive coragem de beber, apenas provei e não me agradou muito o paladar. nem poderia. deus deve estar tentando me reabilitar forçosamente, depois de ver que de nada adiantaria colocar pedras de "aprendizagem" no meu caminho, nem mandar avisos. castigo, mandinga, seja o que for, por favor, me tragam devolta minha ilusão. há possibilidade de recompensa.&lt;br /&gt;por agora, não sei o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps.: na verdade acho que lembro onde perdi minha embriaguez. mas acho que não há possibilidade de reavê-la, porque esse era o pior castigo que alguém poderia me dar, e assim o fez. arranque meu coração, meu orgulho, minha fé no amor... mas devolva minha embriaguez, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7211192861974217342?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7211192861974217342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/09/entao-e-isso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7211192861974217342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7211192861974217342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/09/entao-e-isso.html' title='onde foi que perdi minha embriaguez?'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7065808717268986667</id><published>2009-08-31T20:43:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T08:53:16.912-07:00</updated><title type='text'>um brinde - sem tempestades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e eu acho até que poderia pegar um copo, colocar um pouquinho de água e fazer uma pequena tempestade dentro dele. seria justificável, eu teria as razões na ponta da língua para todas as argumentações e eu seria capaz de convencer o mundo da minha injúria, sobre a qual todos consentiriam balançando a cabeça, compadecidos. mas não faz muito meu estilo, sabe. admitir a fraqueza, receber a pena dos olhares dos meus amigos mais uma vez, ah isso eu não suportaria mais, me ver mesquinha, pobre e enraivecida denovo, e porque? por causa de palavras? palavras nada valem, meu bem. vale mais quando não é preciso dizer para se fazer entender; admito: prefiro o mistério do silêncio que, se vale alguma coisa nesse mundo, acaba virando certeza. eu vi com meus olhos que o silêncio vale mais e se não saio por aí desgraçando as minhas boas lembranças e soltando pragas ao vento para que as leve até você, também sei o quanto custa guardar uma tempestade dentro de mim. entretanto, não sou ingrata. simplesmente não quero soltar, não vou entregar, os urubus que rodeiem outro corpo em busca de carniça porque esse aqui, ainda está vivo. ainda. ninguém me ouvirá dizer um "ai" de reclamação, nem mesmo você e caso perguntem, está tudo ótimo comigo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;então, neste caso, baby, eu prefiro pegar um copo, encher de cerveja e fazer uma pequena festa com ele. e para não perder a tradição de séculos de bohemia, eu faço um brinde: felicidades ao casal! eu desejo que vocês sejam muito felizes dessa vez! e de todas as próximas também! um brinde ao casal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7065808717268986667?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7065808717268986667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/08/um-brinde-sem-tempestades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7065808717268986667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7065808717268986667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/08/um-brinde-sem-tempestades.html' title='um brinde - sem tempestades'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-2616994641888377656</id><published>2009-08-28T22:30:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T08:40:46.936-07:00</updated><title type='text'>sem sentir ?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"Joguei meu cigarro no chão e pisei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sem mais nenhum aquele mesmo apanhei e fumei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Através da fumaça neguei minha raça chorando, a repetir:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ela é o veneno que eu escolhi pra morrer sem sentir"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;noel rosa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-2616994641888377656?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/2616994641888377656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/08/sem-sentir.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2616994641888377656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2616994641888377656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/08/sem-sentir.html' title='sem sentir ?'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-650600158921732590</id><published>2009-06-29T20:14:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T08:41:44.463-07:00</updated><title type='text'>benditas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Benditas coisas que eu não sei&lt;br /&gt;Os lugares onde não fui&lt;br /&gt;Os gostos que não provei&lt;br /&gt;Meus verdes ainda não maduros&lt;br /&gt;Os espaços que ainda procuro&lt;br /&gt;Os amores que eu nunca encontrei&lt;br /&gt;Benditas coisas que não sejam benditas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é curta&lt;br /&gt;Mas enquanto dura&lt;br /&gt;Posso durante um minuto ou mais&lt;br /&gt;Te beijar pra sempre o amor não mente, não&lt;br /&gt;mente jamais&lt;br /&gt;E desconhece do relógio o velho futuro&lt;br /&gt;O tempo escorre num piscar de olhos&lt;br /&gt;E dura muito além dos nossos sonhos mais puros&lt;br /&gt;Bom é não saber o quanto a vida dura&lt;br /&gt;Ou se estarei aqui na primavera futura&lt;br /&gt;Posso brincar de eternidade agora&lt;br /&gt;Sem culpa nenhuma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mart'nália&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-650600158921732590?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/650600158921732590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/06/benditas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/650600158921732590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/650600158921732590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/06/benditas.html' title='benditas'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7320557667507946736</id><published>2009-06-14T09:36:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T16:08:47.219-07:00</updated><title type='text'>god's party</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;eu vi uma pipa no céu enquanto chovia, fazia frio e as pessoas se escondiam, o rio de janeiro virou uma sibéria nos últimos meses e dia dos namorados mudou de nome, se chama agora "dia da espera sem fim", malandros continuam malandros e os manés agora somos nós, a vida tem passado como filme, eu não participo, apenas assisto, o que é muito bom, amor virou lenda pra mim, aliás, uma lenda que ouvi há muito tempo atrás e já não tem a menor graça nem lição de moral, muito menos feliz no final, a pipa no céu parecia um arauto no meio do tempo nublado mas logo ela sumiu, se recolheu, o dia passou, todos tem passado meio assim, frio assim, chuvoso assim, lampejos de luz, raros e parfos, já não me cegam mais, mas de nada o frio faz tristeza, tem sido difícil suportar mas não há possibilidade de ficar dentro de casa com aquela lua posta no céu, a gravidade deve gerar algum tipo de atração, não sei, anjos tem me rodeado por aqui, são ótimas companhias e sempre trazem presentes consigo, mas vão embora só quando querem, às vezes é necessário passar madrugadas inteiras com eles até que se sintam bem, ontem mesmo um me apareceu e me trouxe doces que preferimos não comer, ele me contou que daqui a duas ou três semanas o mundo vai acabar, e vamos morrer logo, mas vai ser rápido e não vai doer, deus está preparando uma grande festa de recepção, e imagino que será realmente uma grande festa porque se o mundo foi feito em sete dias (tecnicamente seis dias), imagina uma festa feita em duas ou três semanas! estamos todos convidados, e diz que vai ter show de abertura do cazuza cantando coisas do tipo "eu vi a cara da morte e ela estava viva, vivaaaa" e "vida louca, vidaaaaa, vida brevee", outros também virão, mas o anjo não me disse os nomes porque era surpresa, esse deus... sabe fazer uma festa, e o melhor, vai ser tudo liberado e &lt;/span&gt;&lt;u style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;todos&lt;/u&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; estarão lá, sem excessão, enquanto espero vou aproveitando essas coisas banais da vida, porque ascenderemos a um outro estado realmente mágico, não como lampejos que às vezes temos, não como visões e compreensões repentinas da vida, estará tudo explicado, como uma eterna epifania e o amor, bem, descobriremos que há algo melhor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7320557667507946736?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7320557667507946736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/06/gods-party.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7320557667507946736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7320557667507946736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/06/gods-party.html' title='god&apos;s party'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-231442540496548280</id><published>2009-06-05T21:31:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T08:42:16.935-07:00</updated><title type='text'>rascunho</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;você é tão burra que nem se eu escrevesse seu nome aqui, você se tocaria. mas andam dizendo por aí que eu sou ainda mais; insisto sempre em dizer coisas que, todos nós sabemos, você nunca vai entender. você é linda, mas burra para a vida. quer dizer, o mundo até precisa de pessoas como você, mas eu sou de uma outra jurisdição. "sentir prazer em ser o que se é", isso faz algum sentido pra você? rs, não né? deve lhe parecer um borrão num papel branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[rascunho]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-231442540496548280?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/231442540496548280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/06/rascunho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/231442540496548280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/231442540496548280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/06/rascunho.html' title='rascunho'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4574171171538007314</id><published>2009-06-05T21:10:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T21:13:27.278-07:00</updated><title type='text'>drama, ficção ou realidade?</title><content type='html'>sabe, eu sempre achei que um dia seria recompensada por algumas coisas que passei e passo ainda. coisas tristes pra mim. mas a vida não é esse jogo de trocas, muito menos justa em suas trocas. o estresse elevadíssimo, o cansaço, a irritação, a falta de tempo, nem me incomodam mais. estou anestesiada para a vida. vocês insistem em me bater, mas não percebem que batem em um corpo já morto. e preciso ser salva, mas não posso pedir ajuda e ninguém pode me ouvir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4574171171538007314?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4574171171538007314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/06/drama-ficcao-ou-realidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4574171171538007314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4574171171538007314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/06/drama-ficcao-ou-realidade.html' title='drama, ficção ou realidade?'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4456706429151853001</id><published>2009-06-03T19:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T20:03:53.278-07:00</updated><title type='text'>a aceitação das olheiras</title><content type='html'>eu aceitei as minhas olheiras. do fundo do que de mais verdadeiro existe em mim. e aceitá-las significa mais. elas agora tomam novo contexto. são minhas e estão lá porque devem estar. é minha rotina, é minha preocupação com o mundo, são minhas noites perdidas. não as contesto mais e passei a amá-las. sem mais corretivos ou compressas de chá de camomila.&lt;br /&gt;essas noites mal dormidas. hoje especialmente a noite está fantástica, uma lua iluminando tudo e fazendo desenhos no chão, uma noite fria, um vinho seco e um cigarro com meus pensamentos ao luar. eu nunca poderei viver sem esse tipo de coisas, entendi. graças a deus, sempre tive noites fantásticas e sempre vou tê-las. procuro equilíbrio agora e vou achá-lo, tenho certeza. &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 204);"&gt;a vida é maravilhosa demais para estarmos anestesiados enquanto ela passa.&lt;/span&gt; devemos ao contrário estarmos mais atentos e sensíveis.&lt;br /&gt;minhas olheiras são fruto do quanto mantive os olhos arregalados para enxergar a vida. e me sinto orgulhosa em tê-las, por isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4456706429151853001?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4456706429151853001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/06/aceitacao-das-olheiras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4456706429151853001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4456706429151853001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/06/aceitacao-das-olheiras.html' title='a aceitação das olheiras'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4773122771034044240</id><published>2009-05-22T22:15:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T22:44:25.255-07:00</updated><title type='text'>sobre o tempo no rio II</title><content type='html'>há duas semanas, mais ou menos, parou de chover aqui. quem sabe, um pouco menos que isso. o fato é que, após a chuva ter cessado, ficamos com o sol pela manhã e um frio muito forte pela  noite, com sereno e aquelas fumacinhas que saem da boca; sem ter fumado, né. pela manhã, quando acordo ainda erolada no edredon e com frio, faço um esforço absurdo para me levantar - o que realmente é um problema quando se trata de alguém que desliga o despertador enquanto dorme - e quando consigo, antes de qualquer coisa, vou para o quintal pegar o sol das 8h ou 9h. me sento lá e vou acordando. quando sinto que o sol já me esquentou por demais, saio e volto para a sombra, e sinto frio novamente. entro no banho que, à esta altura deve ser o mais quente possível, o que nem sempre é conseguido contando com a fato de que a água na caixa d'água deve estar no mínimo gelada. depois do banho é melhor. na rua o sol faz transpirar. e assim passa o dia, com possibilidades de movimentações sem medo do cansaço. à noite, vem o frio, de imediato um ar gelado arrepiando os pêlos e a coluna. casaco nenhum dá jeito, só o seu edredon. então, volto à ele, agradecida pela sua fofura e por reter meu calor em mim. ao contrário do que pensei, o frio não tem me feito consumir mais chá. consumi mais pelo verão. bom, tudo bem porque é no frio quando mais tomo sorvetes. as vitrines estão um pecado, tenho evitado. todos bem vestidos; ou no mínimo, melhor portados. o tinto seco tem me caído muito bem. mas o frio também traz a falta de tudo, o recolhimento, a polidez. o frio traz rotinas e ambientes confortáveis para pessoas que esperam coisas ou outras pessoas ou seja lá o que for. cai bem. mas recomendo cuidado aos interessados: frio também traz resfriado, gripe, irritação na garganta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4773122771034044240?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4773122771034044240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/sobre-o-tempo-no-rio-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4773122771034044240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4773122771034044240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/sobre-o-tempo-no-rio-ii.html' title='sobre o tempo no rio II'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-2352278383892155821</id><published>2009-05-22T22:04:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T08:43:26.628-07:00</updated><title type='text'>across the universe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"Limitless undying love, which shines around me like a million suns,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;And calls me on and on across the universe."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;ando na corda bamba deste ciclo ao qual eu pertenço, desta órbita que define meu caminhar e sempre com perigo de cair, não possuo equilíbrio nenhum mas estou presa, sem poder sair. você é meu sol e minha rota ao seu redor é elíptica. perto, longe, perto, longe. quando estou a ponto de ficar surpresa com seu calor perto de novo, me lembro da última vez em que me queimei. mas ouça uma coisa, um dia rodo tanto ao seu redor e tão rápido, que serei lançada no espaço. flutuarei infinito, viajarei para longe, com a falta da gravidade vou recuperar o equilíbrio.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-2352278383892155821?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/2352278383892155821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/across-universe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2352278383892155821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2352278383892155821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/across-universe.html' title='across the universe'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-3197449090164802134</id><published>2009-05-17T21:30:00.001-07:00</published><updated>2009-05-17T21:30:46.086-07:00</updated><title type='text'>uma história de ti</title><content type='html'>"Porque não há enlace possível, não há". Porque uma vez, visto que era impossível aquela ligação, desistiu de ser mais que enamorada. Analisou as linhas, os traços e fez a arquitetura daquelas formações, de repente, tão distintas (a distinção que para todos os efeitos era um aspecto muito apreciado). Viu muito de repente, e ficou muito surpresa de como aquele pequeno entreposto atrapalhara seus planos e como agora teria que re-programar o final de semana e inventar uma desculpa muito plausível, como dor de cabeça ou doença de tia, por exemplo. Pensava e não cansava de analisar, e então, se conformava. Mas logo em seguida, se inculcava novamente: "não existe possibilidade de toque, não existe". Conforme o passar do tempo, percebeu que precisava de uma explicação mais clara, e não era da desculpa do final de semana que estava falando. Percebeu que, se soubesse o porquê daquele infortúnio, problema estrutural mesmo, poderia enfim, abrir mão daquela moça que, no final das contas, nem era tão inebriante assim. Por mais que soubesse da impossibilidade daquela trama, estava já possuída por seus laços. Sentia medo, mas sabia que já não era dona de seu destino e que seu corpo seguiria andando conforme ordenasse aquela brisa que soprava de seu interior. E aceitou. Meditando durante mais tempo que se propusera a fazer, viu que de nada adiantaria se não comprovasse suas especulações. Foi procurar amostra que equivalesse, que correspondesse em todos os detalhes, que naquele caso acabavam por constituir mais sombra que essência; no entanto era tudo de que dispunha naquele momento. Sua busca sempre fora vã. Nunca chegou a achar alguém que ao menos lembrasse tal figura. Umas eram melhoradas demais, e outras... Outras a faziam parecer uma moça muito direita; e desistiu. Soube ali, de outra coisa importantíssima que deixara escapar novamente: não haveria igual. E como fora tola, como se deixara cegar... E não perdoaria mais deslizes. Dessa vez sabia que faria a coisa certa.&lt;br /&gt;Ainda com a inquietação dentro de si, que latejava e às vezes lhe estremecia, como uma ardência febril, decidiu pôr fim àquela busca insensata. Desafiou-se a si mesmo, e disse que daquele dia em diante não faria mais esforços vãos nem se frustraria em tentativas desastradas. Partiu para o que já deveria ter sido feito desde o inicio. Foi tirar a prova real.&lt;br /&gt;Foi naquela segunda (pois havia de ser segunda-feira) em que o sol voltava a iluminar a cidade ainda molhada de chuva e fazia evaporar as poças e renovar seus poros, que se sentiu pronta. Não afoita, nem ansiosa. Pronta simplesmente, serena porque sabia que era aquela a hora e que nem que quisesse poderia (depois de tanto anos) evitar aquele momento final, a hora de suas vidas. Era possuidora de uma calma assustadora, e flutuava...&lt;br /&gt;Chegou-lhe sem fazer barulho, nem estardalhaço embora fosse aquele o instante pelo qual vivera a esperar. Os olhos vidrados, a boca perplexa, e ficou ali enquanto os segundos absorviam suas gotas de suor, o ar paralisado e quase sem respirar, o corpo todo se inundando de mar, e a alma despedaçando feito vidro trincado. Chegou como doente, moribundo vadio sem rumo, mas estava apesar de tudo, muito lúcida (sempre estivera, por mais que corresse atrás de algo inóspito, sempre soubera que era aquele o propósito de sua vida e botava muita fé naquilo). Como havia planejado, depois de todo o suor ter-lhe corrido pelo corpo e molhado (discretamente) suas vestes e até partes muito escondidas, lembrou do que viera fazer. Enfiou as mãos nos bolsos, e sem desviar o olhar, tirou daquela profundeza um papel bem pequeno aonde parecia estar escrito mais coisas do que ali caberia (talvez fosse ela aquele papel, muito mais coisas do que caberia) e disse numa voz arranhada:”depois de muito correr a te evitar, e padecer por não te achar a única coisa que me resta agora é...". não precisou dizer mais palavra que isso nem nada do que havia no papel porque lá só havia anotado nomes, repetidamente nomes, uns sobre os outros e nas bordas e muitos até inacabados.&lt;br /&gt;era dela aquele ar de "não me toques" e por mais que desprezasse aquilo tanto quanto ensopado de quiabo, sabia que comeria daquele prato e ao final pediria mais. sabia que era aquele o olhar, não muito incisivo é verdade, nem tão enaltecedor, mas sabia que eram aqueles olhos meio desajeitados, meio embriagados, meio cabisbaixos que seriam seu porto. e doía saber disso. doía saber que eram naqueles braços que encontraria abrigo (desabrigado, fugidio, largado e sem compromisso), e que eram daqueles lábios de onde sairiam suas verdades, suas convicções, e doía. pesava-lhe a dor de santa maria. a dor da menina da esquina. a dor de todo o mundo caía-lhe sobre as costas, agora ardendo em fogo, porque, embora soubesse e sentisse toda a dor, não fugia de seu destino. era também maria. feita de sangue, de suor e glória, e sabia que ali estava sua história. e não fugiria. não agora, que bebia de sua beleza, o mais puro ardor, bebia o sabor de sua amante.&lt;br /&gt;e se perderam, porquê a outra (era vadia, era mundana) não lhe negara, e aliás, não negaria a qualquer um que lhe trouxesse flores e lhe cantasse amores.&lt;br /&gt;conhecia aquele solo, porque passara muito tempo a contestar aquela alegria insensata. a chamar de besta aquela menina ingrata, e agora colhia seus frutos. alguns deles sêcos, mas  outros muito doces. era aquilo, e não haveria de ser mais nada senão aquilo. um fruto sêco e doce, chupava-lhe o ventre e sentia a ardência e ao mesmo tempo a raiva consumia-lhe o tino, porque não podia chupar mais que aquilo e tomava-se de um tipo de dor prazerosa, e naquele momento só isso lhe bastava.&lt;br /&gt;sentiram, ambas, que tinham vencido o tempo, e zombavam dos mínimos segundos que em algum tempo tinham lhe perturbado a paciência, zombavam dos incrédulos e comemoravam com mais gozo ainda. sabiam que acabaria. ela então, se aquietou mais cedo que a outra. pois carregara um amor mais pesado que a outra. o tempo passou e viu os lençóis planarem sobre seus corpos nus, viu a luz refletir nos seus olhos e sentiu que era a hora. não esperou que lhe dissesse adeus, pois não se prestaria a tamanha humilhação, vestiu-se e arrancou as amarras dos punhos que outrora amarrou. abandonou a sua paz, o seu amor. e nunca mais voltou.&lt;br /&gt;a outra ficou.&lt;br /&gt;ainda debaixo dos lençóis a outra pensou que não era possível que seu amor fosse assim tão insano, e achou toda aquela ligação um belo plano de deus (embora não se prestasse muito à fé), pensou em correr e dizer-lhe de sua sede, mas viu que o amor já cegara aquela pessoa, e que se tivesse sorte, poderia guardá-la em seu peito como uma lembrança boa. sentia que a perdia, mas ao mesmo tempo sentia preguiça de vestir as roupas, sair na rua e correr atrás dela.&lt;br /&gt;quando foi embora, a primeira pensou que tivera feito a coisa certa.&lt;br /&gt;mas o fato é que jamais soubera do quanto seu amor fora recíproco, porque estava tão mirada nas suas mazelas, que pode apenas sentir sua própria dor. esqueceu-se do amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-3197449090164802134?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/3197449090164802134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/uma-historia-de-ti.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/3197449090164802134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/3197449090164802134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/uma-historia-de-ti.html' title='uma história de ti'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-339144970899104147</id><published>2009-05-17T21:13:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T08:44:29.675-07:00</updated><title type='text'>XII. ANAÍS - Dodecaedro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;/span&gt;atravessaria o dia meio cega para descobrir vagamente que, além das mentiras, terias deixado em mim a semente de uma história complicada, esta, que arrastei durante doze longos meses, até que todos brotem, até enfim te concluir primário, tosco, terrês, nunca capaz de compreender que além desta nítida dor cravada que por muitas vezes beirou a morte, porque te queria como se quer, vadia, humanamente, a solução de Deus no Outro, deixavas também um encontro que não aconteceu, que talvez nada esclareça, porque tudo é de vidro, porque brotou da confusão apaixonada que despertasse em mim, que te julguei esclarecendo a vida, peça final de um quebra-cabeça, peça inicial de outro, de um excesso de líquidos e desejos para sempre incompletos, mas que ficará, ainda que ninguém a entenda, esses ramos, esses castelos, como não ficaste, porque eras só mensagem de algo que ainda não sei, isso sei agora, o que não saberei, passageiro como o passo de um bailarino em seu curto vôo, porque minha fantasia ultrapassa tua dança e a miúda sede do teu corpo não passa de veículo mecânico, alheio, involuntário do divino ou demoníaco que suponha verbalizar.&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;caio f.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-339144970899104147?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/339144970899104147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/xii-anais-dodecaedro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/339144970899104147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/339144970899104147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/xii-anais-dodecaedro.html' title='XII. ANAÍS - Dodecaedro'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-2974236221275820483</id><published>2009-05-17T21:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T21:10:21.510-07:00</updated><title type='text'>reclames</title><content type='html'>Porra, o mundo tirou o ano para conspirar contra mim? Nunca fiz nada contra ele (bem, não que eu me lembre neste exato momento, mas de qualquer forma, peço desculpas pela torneira aberta sem usar, mijar na praia, trocar as etiquetas, avançar o sinal, comer sem pagar, mentir para minha mãe, matar umas aulas, colar na prova e falar palavrão demais). Acho que nós estamos chegando ao fim do mundo mesmo, se não for sei lá, não entendo o que se passa na cabeça dessa esfera achatada nos pólos.&lt;br /&gt;Poxa, será que ele faz idéia do quanto gosto da sua companhia? Do quanto ele tem sido chato pra mim? Será que ele lembra daquele mês de julho que foi um verdadeiro inferno e que até cair na escada da rodoviária, eu caí? E que parece que não vai acabar nunca esse ano? E mais, será que ele sabe que o vizinho também deixa a torneira aberta e faz xixi na praia também?!&lt;br /&gt;Eu nem tenho mais vergonha de reclamar e cheguei a um estágio aonde rir de mim mesma é o melhor caminho, mas às vezes cansa porque fazem três semanas que eu to tentando ir para a Ilha e não consigo, três semanas! Eu não suporto mais as pessoas me mostrando os dentes, seus carros, suas roupas novas. Eu não quero saber de ninguém, não quero mais ouvir sobre as vidas alheias. O mundo todo parece ter ganhado na loteria, e não querem me dar nem um trocado pro pastel de queijo e pro suco de maracujá (tá certo, eu sei que o chinês aumentou, mas foram vinte centavos só!).&lt;br /&gt;E antes que começassem a falar do meu recalque e inveja, ou da minha vida sexual, eu dei umas voltinhas por aí. Coloquei meu casaco e fui pra rua tentar “fazer p-arte”, fui até a Disneyland de bicicleta. Mas achei tudo muito chato e feio.&lt;br /&gt;Sabe, to querendo, só de raiva, ir até Plutão. Espírito aventureiro, sabe? Que tá perdido há uns anos no fundo do meu bolso, eu sei. É que eu não tô cabendo mais nessas roupas velhas que me deram no natal de 00; e ouvi dizer que por lá, em Plutão, a gente pode andar com roupa rasgada e chinelo velho. E ainda que a gente pode falar palavrão o quanto quiser e que lá não tem nem prova pra fazer.&lt;br /&gt;Ah, eu quero de volta meus amores da infância. Quero ficar de mal e depois de dois minutos ficar de bem denovo. Eu quero ver o JN e não entender o que a Fátima e o William falam. Quero esquecer que os EUA têm muito dinheiro, que na França as pessoas falam francês mas são nojentas, que na Índia as pessoas não comem vaca, que certa vez em Chernobyl ouviu-se um grande barulho e que na África, um dia, houveram grandes reis e rainhas . Eu queria esquecer que o mundo é tão grande e que já está ficando pequeno pra mim.&lt;br /&gt;Será que é pedir muito que o resto do mundo esteja tão chato quanto tem estado por estes lados?&lt;br /&gt;Eu vou ter um AVC de tédio, e vou infartar minha monotonia. Por favor, dêem comida para meus gatos, limpem meu quarto, catem os restos no chão e mandem para Plutão, por favor.&lt;br /&gt;Ou vou ficar esperando; me disseram que com vinte e cinco anos essa frescura toda passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 10 2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-2974236221275820483?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/2974236221275820483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/13052007.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2974236221275820483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2974236221275820483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/13052007.html' title='reclames'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-5464346636243046124</id><published>2009-05-17T21:02:00.000-07:00</published><updated>2010-01-13T11:51:32.245-08:00</updated><title type='text'>à beira do mar aberto</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"a implorar de mim aquele mesmo gesto que nunca fizeste, e nem sempre sei exatamente qual seria, mas que nos arrancasse brusco e definitivo dessa mentira gentil onde não sei se deliberados ou casuais afundamos pouco a pouco, bêbados como moscas sobre açúcar, melados de nossa própria cínica doçura acovardada, contaminado por nossa falsa pureza, encharcados de palavras e literatura, e depois nos jogasse completamente nus, sem nenhuma história, sem nenhuma palavra, nessa mesma beira de mar das costas da tua terra, e de novo então me vens e me chegas e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque é assim que és e unicamente assim é que me queres e me utilizas todos os dias, e nos usamos honestamente assim, eu digerindo faminto o que teu corpo rejeita, bebendo teu mágico veneno porco que me ilumina e me anoitece a cada dia, e passo a passo afundo nesse charco que não sei se é o grande conhecimento de nós ou o imenso engano de ti e de mim" caio f.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-5464346636243046124?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/5464346636243046124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/beira-do-mar-aberto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5464346636243046124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5464346636243046124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/beira-do-mar-aberto.html' title='à beira do mar aberto'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7735188088917162029</id><published>2009-05-15T21:55:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T22:54:17.784-07:00</updated><title type='text'>o viço da pele</title><content type='html'>tenho pensado muito na minha geração, e mais de perto, as pessoas que viveram essa parte da vida comigo. pra onde o tempo levou aquelas pessoas de anos atrás? que rumo temos dado às nossas vidas que, a esta altura, se tornam basicamente suportaveis? penso essas coisas quando vejo no espelho, os meus olhos já fundos, minha cor aparentando doença e as marcas que já despontam invasivas. não vejo mais o viço natural das pessoas de minha idade e muito menos o bom humor e o relativismo característicos de minha época. tudo é dor e derepente o melhor programa pra um final de semana é um bom tinto seco, som ambiente e conversa com outro alguém que sente a mesma coisa. onde estamos agora? vejo como estamos ficando feios, a palavra é esta, feios. talvez as drogas, as obrigações que escolhemos; as drogas no meio das obrigações. é bem verdade que nossos sorrisos agora carregam um pouco de dor, e perdemos a leveza. dor de tanto brigar com o mundo pra tentar, apenas tentar, ser um pouquinho feliz, não muito feliz porque, todos sabem, felicidade demais é loucura é insanidade. um pouquinho. e agora, por hábito, fazemos de nossas dores o nosso prazer. que alegria desesperada é essa que buscamos nos becos sujos, esfregando nossa cara na lama, nossa alma se esvaindo pelo ralo? vejo como alguns conservam ainda a jovialidade, mesmo levando uma vida sem tempo para si, mesmo correndo atrás de coisas importantes para si. coincidentemente não são estes os mais próximos a mim. alguns evoluiram para a direita, mas os meus, estes foram para a esquerda. e "não há volta para quem escolhe o lado esquerdo". lamento, lamento. éramos todos crianças ao nosso modo, descobrindo as coisas, era um jogo. não sabíamos o que encontraríamos mas escolhemos caminhos quem sabe mais convenientes para o momento. eu não sei, não sei. não quero chegar a este mérito. a minha vida tem se tornado uma sequência de coisas que não deram certo, mas e para os outros? é bem verdade que me diverti com as coisas que ia conseguindo pela metade, isso porque fui condicionada a ver o lado bom das coisas que iam dando errado. uma maneira nem tão ruim de se viver. isso pra não falar dos amores. tudo assim, vês? pela metade, mediocre, mais ou menos. se penso nisso é porque penso no que virá e me preocupo. por mim faço pequenas coisas tentando dar forma e sentido ao meu caminho; mas pelos outros, os outros feios como eu, intoxicados pelo dia a dia como eu, perdidos em becos como eu, não posso. o fato é que aceleramos nosso envelhecimento. a nicotina tem amarelado nossos dentes e desenhado linhas em nosso rosto. nossas noites mal dormidas aprofundam cada vez mais nossos olhos. e nosso corpo se entrevando, se entrevando. não serei hipócrita; gosto disto e fiz uma escolha. mas o "e se" é uma expressão de mal resolvidos, e assumo: olho para trás e pergunto "e se?". não há resposta. é claro que coisas haviam de mudar. mas em um espaço curto de tempo, envelhecemos mais do que o esperado. guardamos nossa juventude em potes, esperando para abri-los quando o mundo se esquecer de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7735188088917162029?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7735188088917162029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/o-vico-de-pele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7735188088917162029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7735188088917162029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/o-vico-de-pele.html' title='o viço da pele'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-3320130461266772599</id><published>2009-05-03T22:40:00.000-07:00</published><updated>2009-05-03T22:45:57.908-07:00</updated><title type='text'>a carta do biel</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;"Eles me disseram tanta asneira, disseram só besteira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Feito todo mundo diz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Eles me disseram que a coleira e um prato de ração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Era tudo o que um cão sempre quis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Eles me trouxeram a ratoeira com um queijo de primeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Que me, que me pegou pelo nariz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Me deram uma gaiola como casa, amarraram minhas asas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; E disseram para eu ser feliz &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Mas como eu posso ser feliz num poleiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Como eu posso ser feliz sem pular ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Mas como eu posso ser feliz num viveiro,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Se ninguém pode ser feliz sem voar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Ah, segurei o meu pranto para transformar em canto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; E para meu espanto minha voz desfez os nós&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Que me apertavam tanto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; E já sem a corda no pescoço, sem as grades na janela &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; E sem o peso das algemas na mão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Eu encontrei a chave dessa cela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Devorei o meu problema e engoli a solução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Ah, se todo o mundo pudesse saber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Como é fácil viver fora dessa prisão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; E descobrisse que a tristeza tem fim &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; E a felicidade pode ser simples como um aperto de mão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Entendeu? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; É esse o vírus que eu sugiro que você contraia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Na procura pela cura da loucura, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; Quem tiver cabeça dura vai morrer na praia." &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-3320130461266772599?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/3320130461266772599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/nao-adianta-me-ver-sorrir-espelho-meu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/3320130461266772599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/3320130461266772599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/nao-adianta-me-ver-sorrir-espelho-meu.html' title='a carta do biel'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-6695009597346756206</id><published>2009-05-03T15:11:00.000-07:00</published><updated>2010-01-13T11:52:06.977-08:00</updated><title type='text'>psicologofobia</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;vou falar sobre o quê se não for dela? sendo muito sincera: ainda a amo. ela faz parte de todos os meus devaneios, apesar de que nos sonhos, começa a desaparecer,o que é muito bom; ou apareça de outra forma, vai saber. nunca precisei me dar ao trabalho de entender meus sonhos, porque todos foram sempre tão diretos. e se ela estiver lá de outra forma, não a reconhecerei por que já desisti da coisa de entendimento da cabeça; e mais, tenho pavor de psicólogos, eles destróem a minha vida. éramos sempre quem não somos em meus sonhos. mas era ela lá. era ela também me fezendo sentir aquele frio na barriga ontem. e também era ela me fazendo sorrir no meio da reunião, semana passada. hoje, ela só está fazendo tudo o que sempre fez, sendo o que sempre foi. eu é que não posso mais ceder aos meus impulsos. e é simples demais tudo isso: se não posso tê-la, então tenho que esquecê-la. simples. nesse cenário, seus defeitos tem me caído melhor. é complicado isso, porque no fundo não enxergo nada daquilo, mas tenho que expurgá-la de mim de alguma maneira. essas meninas encrustam na gente feito mancha de tinta na camisa. não, é claro que elas não tem culpa. elas só estão lá fazendo o papel delas, sendo lindas e fudendo as nossas vidas, coisa que a gente aprecia em demasiado, não é verdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Alguém entende isso? Alguém que não seja psicólogo, e que não queira destruir minha vida com uma teoria? Alguém vê o que tá acontecendo aqui? Eu vi, mas como se trata de mim, tenho até vergonha de dizer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Existe uma diferença afinal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sim, ainda a amo. Não escondo. Mas agora, não me darei mais ao luxo de querê-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;até que todas essas palavras sumam, até que a página fique branca, cada vez menor... cada vez menos palavras te darei, cada vez menos. e você? já foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-6695009597346756206?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/6695009597346756206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/psicologofobia-e-coringas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/6695009597346756206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/6695009597346756206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/05/psicologofobia-e-coringas.html' title='psicologofobia'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-2385288897453916580</id><published>2009-04-20T20:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T19:07:38.355-07:00</updated><title type='text'>pé sujo?</title><content type='html'>eu venho aqui esta noite falar em nome de toda a massa carioca, quiçá brasileira, que fez dos bares e botecos da vida sua segunda casa. não, não bebi. salve os pés sujos, salve as mesinhas de bar, salve nossas cervejas, meu deus, salve. não leve a mal o que vou dizer, mas é que se trata de uma questão de gosto: odeio baladinha de playboy. ai, que saco, que saco. fila pra entrar, fila pra beber, fila pra mijar, fila pra pagar, fila pra sair. que merda! favor! não me chamem para este "tipo" de baladinha de gente bonita e fina. eu quero sim esticar as pernas na cadeira, quero beber minha cerveja em copo americano, dançar quando tenho vontade, quero minha gente não exatamente bonita nem feia, um pouco estranha, mas super interessante, quero tudo isso, qualquer barzinho serve. que seja a bohemia, que seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-2385288897453916580?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/2385288897453916580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/04/eu-venho-aqui-esta-noite-falar-em-nome.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2385288897453916580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2385288897453916580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/04/eu-venho-aqui-esta-noite-falar-em-nome.html' title='pé sujo?'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-1767130445161107077</id><published>2009-04-07T07:07:00.001-07:00</published><updated>2009-05-22T22:42:47.841-07:00</updated><title type='text'>sobre o tempo no rio I</title><content type='html'>e agora, agora eu me sinto num estado de calma, muita calma no ar. é como ver que uma tempestade está prestes a desabar, e muito serena, esquento a água, faço um chá, sento na varanda e acendo um cigarro. sem sofrimentos, sem expectativas esquizofrênicas parafuseando o cérebro, sem culpa; apenas um espaço preenchido de amor, e dos puros. um amor assim destilado, guardado em barril de carvalho enquanto apura o seu sabor.ouvi dizer que a paixão só traz sofrimento, os budistas dizem isso? que a fonte da dor é o desejo. e não sei se as coisas funcionam bem assim, quer dizer, foi shakespeare que disse? "mostre-me um homem que não seja escravo de suas paixões", foi ele? foda-se. eu sempre achei que a paixão é o que movimenta o homem, é ela que faz as coisas acontecerem, mas peraí cara-pálida, aonde as tuas paixões tem te levado? quilômetros e mais quilômetros depois, ainda sinto o quanto foi importante cada centímetro percorrido por causa da paixão, mas quer dizer, é fatal. o que eu tô tentando dizer tão imbecilmente aqui é que troquei a paixão pelo amor. e me sinto imensamente recompensada. acho que atingi um grau de amor que não espera respostas, que é completo e harmônico, e vive porque é um organismo perfeito e auto-sustentável.ah, sim. chove muito no rio agora. e sinto tanto sono, mas não tomei nada, juro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-1767130445161107077?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/1767130445161107077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/04/e-agora-agora-eu-me-sinto-num-estado-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/1767130445161107077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/1767130445161107077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/04/e-agora-agora-eu-me-sinto-num-estado-de.html' title='sobre o tempo no rio I'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7785328480688362024</id><published>2009-04-01T23:07:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T19:10:26.265-07:00</updated><title type='text'>meu querido,</title><content type='html'>onde estará agora, o [des]prezado companheiro? será que destes lados do trópico o calor também o incomoda? será que, sozinho, ele também se vê perdido com tanto espaço ao redor? e ainda sente raiva? uma raiva que às vezes se enleva e vira ciúme; um ciúme já tão démodé. às vezes um não prestar de contas consigo mesmo e uma rebeldia que, sabemos, é pedido de atenção em vermelho, uma revolta como forma de dizer "me ajuda".&lt;br /&gt;me sinto cega para todo o resto, vou pisando em falso em territórios (em falsos territórios) desconhecidos e me distraio com os meus problemas. mas me sinto bem, e só ele sabe de que jeito.&lt;br /&gt;sei que nossas faltas foram distintas, o que não nos redime de maneira alguma, ressalto. mas estamos aqui, pagando nossos fardos, e eu não poderia dizer quem sofre mais agora. quem sente mais saudade. quem saiu mais ferido deste choque. e nem importa, porque cada um deve agora tentar recuperar toda a energia que investimos "nisso", proporcionalmente. acho que compreendo mais. também fomos os mesmos amantes doentes, os mesmos carentes desesperados, só representamos de maneira diferente: ele, com agressão. eu, com obsessão. e muito mais dessas palavrinhas de gente doente.&lt;br /&gt;a verdade é que éramos iguais, eu e ele. éramos, os dois, a mesma pessoa, agora, descrentes do amor. dois coelhos mortos pela mesma pedra. e não era exatamente o que nos ligava que nos fazia iguais, porque essa linha nos transpassou em momentos distintos, de início. em outros, nos costurou na mesma trama. pelo contrário, o que mais nos aproximava era também o que nos distanciava. afinal, sabemos. dois corpos não ocupam o mesmo lugar. éramos dois campos de força, o que logicamente, nos repeliu para longe um do outro. o lugar, este ficou vazio, quem sabe agora ocupado por alguém que ia passando ali e resolveu ficar. mas não o conheço, nem tomo partido. apenas vejo como acabamos indo, mesmo por caminhos diferentes, ao fundo deste poço, que não é fim nem fundo, mas poço raso onde a gente fica por que tem que ficar. por que temos que sentir esta ressaca de amor que às vezes vira festa às cegas, encontro no escuro, pura sacanagem vazia de sentimento, mas que, no final da noite, num final de semana onde provavelmente estaríamos juntos - nós - acaba preenchendo um espaço, aquele espaço, com conversas banais, bebidas quentes e orgasmos fingidos. o que não é, de todo, ruim. não mesmo.&lt;br /&gt;o que havia no centro, entre nós - órbitas -, era a luz, era o sol.&lt;br /&gt;o que não sabíamos, meu caro, é que, além de tentar ocupar o mesmo espaço, também éramos intrusos. olha, eu não te conheço. nunca te conheci por inteiro, embora tivesse minhas idéias infundadas sobre quem seria você. fomos inimigos, amantes, desconhecidos e agora fazemos parte de um mesmo levante. por mais que agora não mais te importes a minha presença e que minha vida para você não passe de uma folha amassada, e que talvez isso até seja recíproco, acredite em mim: não passamos dos mesmos amantes falidos, não importa de que maneira, e compartilhamos esta grande fossa dos corações partidos, cansados e fracassados, aonde há pesar, e que apesar de tudo isso, ainda nos sentimos extasiados pelo que virá.&lt;br /&gt;timidamente, devagar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7785328480688362024?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7785328480688362024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/04/ele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7785328480688362024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7785328480688362024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/04/ele.html' title='meu querido,'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7904811513043465297</id><published>2009-03-21T00:55:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T19:12:42.697-07:00</updated><title type='text'>montauk? rs</title><content type='html'>o que eu posso dizer? rs. é claro, estou bêbada e aviso. mas. mas assim as coisas ficam mais claras. assim, ouvindo o caetano, aquele caetano e vendo essas coisas... mas. eu só posso rir disso tudo, porque aquele homem que ficou observando tudo tão de perto diria, numa hora dessas para mim: "eloisa, seria trágico se não fosse cômico". então eu prefiro rir.&lt;br /&gt;ainda sabendo de todos os entremeios incovenientes, se pudesse escolher, escolheria a ti. se pudesse; mas nem pude, quer dizer, fui levada pela maré.&lt;br /&gt;olha, o que eu posso dizer. que merda isso, que merda. me vejo cansada, patética e rio de mim mesma. porque você, você é a criação mais imperfeita dentro de toda a perfeição imaginada e teria eu culpa por me apaixonar por uma criatura assim?&lt;br /&gt;mas agora. seguiremos, adiante, avante, em frente sempre. para onde? para longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas não se pode agir assim. ela argumentou.&lt;br /&gt;a outra, a outra não ouviu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e tentou novamente, pensou, o que poderia ser mais claro do que "eu te amo". disse, mas pensou que dizia pela, quem sabe, milésima vez, mas não, era apenas a segunda. a segunda e mais avassaladora paixão que um dia imaginara ter. o amor ali, mentira, mentira. era paixão, e consumia, exterminava. olha, você. sei que não temos onde, muito menos quando, que dirá como. mas. mas terás lugar cativo em meu altar. porque você. é tudo o que foi feito para não dar certo, mas dentro de mim vejo perfeito, a tua construção, a tua complexidade, e exergo as estruturas vitais para ti. e és a forma de vida mais complexa da terra. e linda, linda, linda... e me pergunto: o que fará com tua beleza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, só posso dizer coisas sem importância, nessa hora, no estado em que me encontro. por dentro uma encruzilhada, várias linhas, muitos caminhos e uma vida, a minha jogada para onde? pra que lado? me encontre no lado B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meet me in...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7904811513043465297?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7904811513043465297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/03/o-que-eu-posso-dizer-rs.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7904811513043465297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7904811513043465297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/03/o-que-eu-posso-dizer-rs.html' title='montauk? rs'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-1624635348945960185</id><published>2009-03-16T14:13:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T22:14:57.699-07:00</updated><title type='text'>será?</title><content type='html'>e começo a perder os sentidos novamente. mas dessa vez não é tão avassalador e não dura um dia como antes; que em geral eram os de TPM. perco os sentidos aos poucos, durantes as horas, os dias, enquanto sinto preguiça de ir aos compromissos, sentindo repulsa pelo caos desta cidade, não cabendo dentro de mim. e me pergunto o que teria desencadeado tudo isso? achei que estava bem, e realmente estava ótima, sentindo paz no coração. mas tudo se reverteu. para as constantes dúvidas não há respostas, só o infinito vazio. minha cabeça foi baqueada por alguma coisa (qual o motivo?) e agora preciso reformular minhas estruturas. mas é tão difícil quando tudo te empurra para o lado B da vida. abandonar o que se ama talvez seja um motivo, mas achei que estava fazendo a coisa certa, no calor das horas, me pareceu certo desistir e abrir caminho denovo pra o que quer que seja. agora penso que, por mais que me consumisse, o amor era o sentido de viver minha vida. e só dava passos por causa dele, e só respirava porque precisava viver por ele. mas caí na tentação dos pensamentos tortos, mas confortáveis, de que o melhor a se fazer era esquecer. ainda acho que sim, mas será que perco os sentidos denovo por que joguei fora talvez a única razão pela qual caminhava? não sei. mas preciso de motivos (não cante tim maia agora, por favor), outros, que me façam andar pra frente, avante. mas só me cansa olhar em volta. as coisas, todas elas, perderam a graça. meus olhos estão nublados para o mundo, eu sei que está em mim. agora quero pilares, quero chão, quero ter porquês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sei que um dia terei as respostas, só não queria ter que morrer para sabê-las. você sabe, essas verdades que escondem da gente, pelos cantos, as outras pessoas. o segredo do capitalismo, os outros planetas, a surgimento da vida, a astrologia, a verdade sobre o amor, extraterrestres, espíritos, a metafísica e o livre-arbítrio, religião, drogas; todas essas verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu parei em um ponto onde se escolhem caminhos. mas eu queria apenas ficar aqui nesta encruzilhada, esquentar uma água, fazer um chá, fumar alguma coisa, ver a tempestade chegar e não fugir da chuva, ver o céu ficando claro denovo. mas não posso fazer isso, é claro. existe aquela coisa toda do futuro. foi isso. o amor não utiliza esse tempo verbal e esses advérbios. eu quero saber é do agora, da efemeridade. mas estamos perdidos no passado, de qualquer maneira. dentro de mim insiste aquela esperança vergonhosa e ridícula de um talvez, quem sabe, e se. mas sabemos, estamos perdidos. e mais: não tenho dinheiro. numa situação normal, iria ao shopping gastar uma grana com besteiras, e me sentiria melhor. mas a crise.&lt;br /&gt;será que há chances de voltar ao início? um restart? um load game? quantas vidas? se eu praticasse otimismo, diria que sempre há uma chance de se recomeçar. mas estou velha e desacredito nessas coisas. cada dia mais me convenço que nasci sozinha pra viver como um bicho. e que não admito invasões no meu território. e que ao invés de amores, procuro brigas. e sempre perco, sempre saio de cabeça baixa com o rabo entre as pernas. e a valentia de sair pelo mundo em busca do amor, te serviu pra quê? pra voltar pra casa sozinha e cansada. e aquela coragem? aquela vontade de viver tudo o que a vida tinha pra te dar? foi equívoco, impensado; a vida não é justa. e o amor? não foi o bastante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-1624635348945960185?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/1624635348945960185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/03/e-comeco-perder-os-sentidos-novamente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/1624635348945960185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/1624635348945960185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/03/e-comeco-perder-os-sentidos-novamente.html' title='será?'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-116099365589738968</id><published>2009-03-12T23:19:00.001-07:00</published><updated>2009-05-04T19:13:12.266-07:00</updated><title type='text'>esclarecimentos sobre aquilo</title><content type='html'>*ooooook, vamos às verdades pelo menos uma vez. a mulher morreu de fato pela incapacidade da pseudo-autora de continuar a historinha, não pela ingestão de barbitúricos, porque ninguém morre disso, ora! a pseudo-autora pensa agora que começará a escrever sobre ela própria (só agora, eloisa?).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-116099365589738968?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/116099365589738968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/03/ooooook-vamos-as-verdades-pelo-menos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/116099365589738968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/116099365589738968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/03/ooooook-vamos-as-verdades-pelo-menos.html' title='esclarecimentos sobre aquilo'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4435612544721091430</id><published>2009-03-12T23:04:00.000-07:00</published><updated>2009-03-12T23:19:31.683-07:00</updated><title type='text'>4</title><content type='html'>Dormiu, mas não acordou. No outro dia - já era final da tarde - o homem, quem diria, foi até o apartamento dela, pediria pra voltar. Não precisou de tanto tempo para compreender que amava aquela mulher, por mais que às vezes não entedesse seus atos. Viu a cartela de metohexital vazia na mesa da cozinha, a garrafa de vinho vazia ao lado da cama, finalmente o corpo da mulher vazio enrolado nas cobertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, se arrependeu. Quis morrer também. Quis ressuscitá-la com rituais desconhecidos. Fez o que havia de ser feito, depois. Viveu e morreu velho. E velho, ainda lembrava-se dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4435612544721091430?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4435612544721091430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/03/4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4435612544721091430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4435612544721091430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/03/4.html' title='4'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7808917590037278200</id><published>2009-03-12T22:14:00.000-07:00</published><updated>2009-03-12T22:41:35.449-07:00</updated><title type='text'>3</title><content type='html'>Quinze minutos, talvez vinte, até que se levantasse na madrugada para continuar a pensar no que era o amor, e o alimentar seu ódio pelo homem, e perder a linha das órbitas planetárias, e blá, blá, blá. Se distraiu vendo a TV, ainda bebeu um pouco do vinho seco - uma safra barata de merlot argentino, uma bosta, os pais dela diriam, mas lhe caía bem - deixado na geladeira desde a última noitada dos dois dentro daquela casa. O que pode ser pior do que eu, sozinha, bebendo vinho neste apartamento? Não se entregava. Mas estava lá, mesmo com as nove miligramas correndo pelas veias, o sono não vinha, a cabeça sendo parafusada de idéias sem sentido. Não devia ser ele a fazer isso, e sim eu. Quando nossos amigos souberem, vão pensar logicamente que fui eu quem terminei. Ele sempre foi um idiota. O homem, de fato, não era muito interessante e todo mundo sabia que aquele jeito puritano dele nunca combinaria com as porralouquices dela. Os amigos olhavam torto, cochichavam pelos cantos com ela: "o que é isso? que cara é esse?". Mas se deram bem, quer dizer, ela achava os trejeitos dele engraçados e ele, fascinado com as pirações dela. Ele ainda não sabia que se tratavam de máscaras. E ela não sabia que aqueles trejeitos eram chatice mesmo. Se sentia confortável pois havia cigarros para fumar até perder o ar. E precisava, quem sabe, disso mesmo. Tirar aquelas máscaras, se ver humana. Não, ainda não. Gastou o resto da noite amontoando as coisas dele num canto do apartamento, perto da porta, obviamente. E o vinho, àquela hora já lhe caía perfeitamente junto com aquelas nove miligramas. O dia amanhecendo, e ela se escondendo, jogando lençóis pelas janelas, não aceitando que era outro dia. Os pássaros! Porque cantam de manhã? Nada lhe irritava mais do que pássaros cantando pela manhã, lhe dizendo que não passava de uma inútil, infeliz, um bicho noturno; e que eles, os pássaros, são felizes pela manhã. Não, o quarto uma penumbra, o silêncio do cômodo fechado, a cabeça inebriada, a cama já desfeita. Dormiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7808917590037278200?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7808917590037278200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/03/3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7808917590037278200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7808917590037278200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/03/3.html' title='3'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-8435170281388347785</id><published>2009-02-14T11:22:00.000-08:00</published><updated>2010-03-21T08:49:00.701-07:00</updated><title type='text'>não mais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"ela acordou derepente com o silêncio. piscou os olhos até recobrar a visão para que conseguisse perceber onde estava. o cenário era claro: apartamento vazio depois da festa. os copos no chão, as garrafas, ela e os maços vazios; jogados todos iguais ao chão. quis procurar um cigarro pra recobrar a consciência, não havia. se levantou, mas sentiu o corpo ainda deitado. não havia mais nada a se fazer ali. se sentia incapaz de dar um passo, mas precisava sair. era feio, estava sozinha e não valia a pena ser feliz naquela bagunça. por mais fraca que se sentisse, pode ao menos ter a honra do último ato da festa: apagou as luzes, trancou a porta, respirou. nunca mais se apaixonaria outra vez."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-8435170281388347785?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/8435170281388347785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/ela-acordou-derepente-com-o-silencio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/8435170281388347785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/8435170281388347785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/ela-acordou-derepente-com-o-silencio.html' title='não mais'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-5563139603584742023</id><published>2009-02-14T11:20:00.000-08:00</published><updated>2009-05-04T19:13:36.350-07:00</updated><title type='text'>quando a eloisa for embora,</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302754440749506450" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 200px; height: 149px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SZcrEZP_35I/AAAAAAAAACI/8rt-ZCTCz3Y/s200/BBA-F-004725-0000.jpg" border="0" /&gt;ela começará a andar pelas ruas do centro do rio com aquele jeito de quem espera, mais uma vez. um jeito de quem espera mas não pode ficar parada de maneira alguma. porque o tempo, o tempo, o tempo. já não será a mesma e talvez nem a reconheçam mais, talvez perca alguns amigos, talvez aqueles que não compreenderem que a urgência a deixará cega. de outros poderá, se tiver sorte, receber apenas um olhar do tipo "você vai se foder, mas estou contigo". porque sempre tivera esse impulso de se mover - embora parecesse sempre tão preguiçosa. então, preferia ter que deixar as pessoas e ir embora a ser aquela que fica. e embora a maioria de seus amigos não acreditassem (eles têm os seus motivos) estaria satisfeitíssima ao ir embora. não pela ida, pois ficaria ali encostada naquele mundinho maravilhoso até cansar e demoraria, quem sabe até quando? ficaria ali como aqueles gatos que vão entrando em nossa casa, primeiro no portão, depois na varanda e logo, logo estaria em cima da cama. mas satisfeita por tudo o que viu tão atenciosamente durante aqueles dias. por todos os chás matinais. por todos os descuidos pescados. por ter assistido àquelas transformações todas ali bem na sua frente, parecia ler um livro e parecia repetir sempre o mesmo capítulo. e se aprofundando mais naquela alma, cada vez mais, porque procurava entendê-la embora soubesse ser impossível. e compreendia que o pulo do gato era esse mesmo: nunca entender, mas sempre apreciar aquela alma belíssima. e de fato se tratava de uma alma muito sofisticada. rebuscada em suas contradições, sempre atrás de alguma coisa, mas essa coisa... o que seria? nem ela sabia. mas a busca era certa. queria, queria o quê? a outra gostaria de lhe dar essa coisa, o que quer que fosse. porque a amava tanto, e era um amor muito constante. como aquele príncipe amava aquela flor. ficaria ali a escutando falar por quanto tempo? muito tempo, porque enquanto dizia coisas simplórias, essas coisas de quem não tem muito compromisso com a fala, estava vendo sempre mais fundo, lendo as entrelinhas, olhando como os olhos já tinham um brilho diferente, e as mãos já regiam a vida com mais gosto... e para ela, que vai embora, o que valia era isso mesmo: ser um pouquinho testemunha - quem sabe até estar junto às vezes - do que acontecia com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquele ser completamente peculiar e único.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-5563139603584742023?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/5563139603584742023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/ela-comecara-andar-pelas-ruas-do-centro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5563139603584742023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/5563139603584742023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/ela-comecara-andar-pelas-ruas-do-centro.html' title='quando a eloisa for embora,'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SZcrEZP_35I/AAAAAAAAACI/8rt-ZCTCz3Y/s72-c/BBA-F-004725-0000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-619009957793791725</id><published>2009-02-14T11:08:00.000-08:00</published><updated>2009-05-04T19:14:23.869-07:00</updated><title type='text'>segunda-feira</title><content type='html'>quando surges já estou a sua espera - mas finjo surpresa - porque tu vens cantarolando seus sorrisos pelo caminho e penso que os cultiva muito anteriormente para que, quando me encontre, estejam radiantes feito flores pela manhã (e em verdade, luzem dentro da gente). e dizes "oooooi" assim preguiçosa, mas não cansada, enquanto cada tom que te sai da boca vai, um por um, laçando minha estima que se engrandece à medida em que estende os braços como que a oferecer algo muito sagrado, uma bênção, um abraço. e vens vagarosa para mim enquanto eu, descompassada, simulo calma. então me beija os dois lados do rosto, me enrola nos braços e depois me solta. e só depois disso sinto que posso começar a segunda-feira. ao lado daquele ser imortal, não entendendo as coisas que ela diz mas totalmente envolvida naquela conversa de palavras mudas. envolta naquela atmosfera tomada pelo seu perfume único, que sinto antes mesmo que adentre nossa sala. e varremos o dia com gargalhadas imensas até que vais embora, carregando todo o amor com que cobriu cada canto daquele lugar velho e eu fico ali, pensando que tenho muita sorte nessa vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-619009957793791725?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/619009957793791725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/619009957793791725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/619009957793791725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/4.html' title='segunda-feira'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-4815731613764583365</id><published>2009-02-14T10:52:00.001-08:00</published><updated>2009-05-04T19:15:21.763-07:00</updated><title type='text'>tudo bem?</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302747526212286242" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 200px; height: 132px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SZckx6l29yI/AAAAAAAAACA/r2qcHekDg94/s200/42-15688549.jpg" border="0" /&gt;"talvez para dizer o que eu quero dizer seja preciso ter um sorriso imenso no rosto. pelo menos é assim que vejo. um sorriso de satisfação plena e que logo se espalharia para quem estivesse por perto. os olhos estariam baixos, querendo esconder possíveis dúvidas, possíveis tentações, com medo de alcançar os demônios de mim mesma. [mas agora preciso ouvir as poucas almas de luz que ainda me cercam] minhas mãos estariam entrelaçadas de início, forjando nervosismo, mas assim que as palavras fossem surgindo na sua frente, as mãos se acalmariam, sem perceber estariam nas suas. e não demoraria muito tempo. olha, eu preciso mesmo te dizer que o seu destino será lindo. seu caminho iluminado de prismas. os dias serão só luz e cor. e talvez eu esteja muito longe pra ver tudo isso, mas só de saber me contentarei e sentirei paz; onde quer que eu esteja. daí já vem meu sorriso, desse saber. mas sim, importante dizer ainda... existe uma coisa ainda pendente, que eu não sei direito o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez seja um não que falte. ou ainda faltem algumas palavras, algumas transações, quem sabe até lágrimas. mas não arriscarei palpites, nem o faça você. porque acontecerá, inevitável. e não há pressa. o importante aqui, agora é que você saiba que os caminhos são mesmo tortos e que se não fosse assim também não nos cruzaríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olha, a gente precisa ir embora da gente depressa. eu, pelo menos, sinto que precisamos sair dessa coisa. sei que pensa o mesmo, e que talvez até já esteja fora. eu sei que está. agora, como uma criança, vou ganhando meus primeiros passos. me apoiando no que possa ser míseramente maior que eu, para não cair. ainda caio e às vezes até dentro da coisa, o que me exige mais esforço ainda para sair novamente. volto sempre tentando. mas agora, acho que consigo. quer dizer, a coisa tem sua vida. uma hora me empurra de vez pra fora dela.agora você deve me perguntar se está tudo bem. está tudo bem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L. Pubscky.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-4815731613764583365?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/4815731613764583365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/talvez-para-dizer-o-que-eu-quero-dizer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4815731613764583365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/4815731613764583365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/talvez-para-dizer-o-que-eu-quero-dizer.html' title='tudo bem?'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SZckx6l29yI/AAAAAAAAACA/r2qcHekDg94/s72-c/42-15688549.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-7203826361662148839</id><published>2009-02-06T10:52:00.000-08:00</published><updated>2009-02-14T14:58:18.728-08:00</updated><title type='text'>2</title><content type='html'>&lt;div&gt;                                                               &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SZciz_c9a5I/AAAAAAAAAB4/RIfF9uh7f1M/s1600-h/42-15947774.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302745362853620626" style="WIDTH: 133px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SZciz_c9a5I/AAAAAAAAAB4/RIfF9uh7f1M/s200/42-15947774.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;"Tire o seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor." O trecho da música que lhe batia insistentemente na cabeça, e lhe irritava porque não poderia haver nada mais ordinário que aquela música naquele momento. Logo ela, que nem estava tão triste assim, e morava na capital. Apenas confusa ou, na verdade, muito perdida e sem saber pra onde ir agora. Parada na calçada enquanto guardava o cartão na carteira e esta na bolsa, pensava que sim, que estava bem. Amor tranquilo seria uma sorte imensa mesmo, não é? Quis tomar o caminho que sempre tomava e que lhe obrigava a passar na frente da casa do homem, mas se conteve. Por um momento quis olhar em sua cara e dizer que não queria mais nada mesmo, e que estava ótima, que voltaria a trabalhar logo e que não mais precisaria de relacionamentos destrutivos como o que eles tiveram. Mas ainda era tão cedo, preferiu respeitar o tempo. E também não havia nenhum emprego a caminho. Eu vou pra minha casa. Achava que ficar sozinha era o melhor, mas tinha certeza mesmo que queria era um colo. Mas aonde estaria? Lembrou que os dois se juntaram meio que por sobrevivência, por conveniência; ali, os dois, fracos e suscetíveis. Tirando o que precisavam um do outro; o bom dia, as ligações sem causa, o sexo, o corpo do outro que era um lar, a companhia e as brigas, as brigas que eram tão importantes. Como a gente brigava! E por tanta besteira... Mas dessa vez, a voz dele estava tão serena e seus olhos muito plácidos. Era de verdade, não era mais uma briga; entendeu. Com quem reclamaria da novela, agora? Quem seria capaz de ir buscá-la para almoçar às 17h da tarde? Quem iria suportar seu humor pela manhã? Quem seria capaz de permanecer em silêncio enquanto lia? Começou a sentir medo de ficar muito sozinha. Cigarro, nunca é demais; ainda mais agora. Comprou três maços na padaria que ficava à esquina da sua casa. Não pegou o troco. Em casa, trancou a porta em si e foi indo direto pro banho, largando as roupas no caminho (quem mais saberia viver naquela desordem?) mas lembrou de colocar o cd da ---- para tocar, bem alto, e os vizinhos? Ah, os vizinhos! Pago minhas contas ainda. Gritava embaixo da água e se contorcia nas paredes, derrubou o shampoo no corpo todo, com raiva. E fez muita espuma, espumava de ódio. Não sabia se de si, ou se do homem. Tinha nojo daquela situação toda, e tentava limpar-se um pouco. Por que não estou bem? Porque tenho que sentir essa agonia? Eu não quero, eu não quero, eu não quero, eu não quero; os olhos bem fechados. O amor teria se tornado angústia? Não havia chorado ainda. Tinha medo de se entregar, não queria entrar naquela esfera que estava lhe rodeando sorrateira, aquele ar embaçado, turvo de tristeza. Não se vestiu. Ainda de toalha desligou o som alto. Pensou em arrumar a casa, mas não. Já se sentia cansada, o sono batendo dentro dos olhos secos. Mas ainda pensava: o amor, teria se tornado angústia? O que faria com o amor na manhã seguinte? Por enquanto, estava jogado no cesto de roupas sujas. Mas transbordaria. Dormiu com uma névoa espessa dentro do seu quarto, a janela aberta. A luz logo entraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SZciz_c9a5I/AAAAAAAAAB4/RIfF9uh7f1M/s1600-h/42-15947774.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-7203826361662148839?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/7203826361662148839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/tire-o-seu-sorriso-do-caminho-que-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7203826361662148839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/7203826361662148839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/tire-o-seu-sorriso-do-caminho-que-eu.html' title='2'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SZciz_c9a5I/AAAAAAAAAB4/RIfF9uh7f1M/s72-c/42-15947774.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-6915709331296701144</id><published>2009-02-04T13:39:00.001-08:00</published><updated>2009-02-14T14:57:46.469-08:00</updated><title type='text'>1</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302744089465812066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SZchp3tpdGI/AAAAAAAAABw/U5ad7D1V5j8/s200/42-20338521.jpg" border="0" /&gt;- Putaria! - Ela disse mais alto do que pudera controlar. Depois olhou pro lado pra ver se alguém no restaurante havia escutado, mas voltou denovo o rosto pra baixo achando que nada mais importava e que se alguém mais que o garçon havia ouvido, era porque merecia. Como assim, esquecer tudo agora? Que papo mais nonsense é esse? Alguém havia perdido as rédeas dessa relação. Mas não, ela demorou pra entender que nunca tivera havido rédeas. Sempre correu por si só. Pensou ainda em pegar o telefone, ligar, tentar ao menos entender o porquê daquilo tudo. Mas não, não se pode agir assim, repetia pra si mesma. Não posso ser assim, não pode ser assim. Como poderia ela, uma mulher de meia idade já - porque esperava morrer aos quarenta do cigarro - agir daquela maneira? Seus vinte e tantos anos não haviam significado nada naquela hora, o relacionamento com aquele homem sempre a reduzira a uma criança, uma menina, e agora que aquele homem estava indo embora pensava que as coisas não podiam ser daquela maneira. Seu humor não poderia estar tão suscetível ao bel-prazer dos outros, e pior, daquele homem que sempre tivera problemas psicológicos gravíssimos. E era de câncer! De certo que as constantes mudanças de humor ocasionadas pela presença ou não do homem já a tinham prejudicado um pouco o juízo. Já lhe haviam comprometido os pulmões, sem dúvida. E o coração; bom, bastava esperar. Agora já mais calma e disposta a pensar, olhou o refrigerante na mesa e mexeu no canudo para tentar resolver o que faria. Mas tudo parecia tão complicado, as mensagens, hieróglifos do fim do mundo numa língua que apenas uma pessoa falou há mais de sete mil anos atrás. Impossível transpor aquela barreira de tramas emaranhadas que se colocava cada vez mais em volta de si mesma; e pensava se não era ela mesma a culpada, se ela própria não seria capaz de desfazer os nós e fazer tudo voltar ao normal novamente. Normal, assim bem normal. Não demorou muito e começou a desconfiar da existência de uma terceira personagem nessa história. Não, esquece isso, é besteira. Passava a mão nos cabelos pra dar um tempo nos pensamentos, começava a perder a clareza. Bebeu o refrigerante para recobrá-la. Então, é isso. Acabou, está acabado! Não se tem mais muito o que se fazer... Com o amor. O que faria agora com o amor? Pensou. Pagou a conta que o homem havia deixado - não, ela não se importava - um café, uma coca, pão-de-queijo e uma torta de nozes. Foi andando pra casa naquele dia. O que faria com o amor? O que eu faço com o amor, agora?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-6915709331296701144?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/6915709331296701144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/putaria-ela-disse-mais-alto-do-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/6915709331296701144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/6915709331296701144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/putaria-ela-disse-mais-alto-do-que.html' title='1'/><author><name>Eloisa Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SbnocqbigDI/AAAAAAAAACU/tVIgzMNMiH4/S220/cat-picture-eyes-ViaMoi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fZTOUlT_TD0/SZchp3tpdGI/AAAAAAAAABw/U5ad7D1V5j8/s72-c/42-20338521.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047579558731487021.post-2049226603926421736</id><published>2009-02-03T06:47:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T09:41:04.987-08:00</updated><title type='text'>férias, amor</title><content type='html'>sim. eu só estou falando isso porque provavelmente estou bêbada às 21;39. eu não confio mesmo nesse relógio. porque pra você agora a hora deve ser outra, e para aquela outra ainda deve ser outra e então vamos todos esquecer esse negócio de horas, por favor? o tempo, o tempo. sempre o tempo. olha, eu te amo. e é um amor assim doentio, que precisa sempre de remédios, e me revolvo toda por sua causa, e não me ofereça uma pílula agora, que eu aceito, eu juro que aceito e só preciso saber nome da dita-cuja pra me lembrar depois das drogas que tomo. e é um amor assim que me faz ser outra, me faz pensar em nomes de bebês, em nomes de ruas e nos nomes dos chás, sim. nos nomes dos chás que tomaremos todas as manhãs enquantas falamos, falamos. falamos do quê? vamos falar mau do mundo, vamos? vamos falar mau dos amores bem-sucedidos e das famílias felizes? vamos falar mau das polyannas, e das mulheres lindas dos comerciais de margarina, vamos? vamos falar que a nossa vida não presta, que está tudo uma merda e que a única coisa que a gente merece é o pior, vamos? ou não; quer dizer, vamos ficar em silêncio, simplesmente. sim, eu te amo. mas desconfio que amo mais ainda a mim, que amo mais ainda essa danação toda, que gosto mesmo é de sofrer, que graça só encontro se estiver sentindo sua falta, e que gosto muito é de um drama. mas deus queira que não. ele mesmo sabe o quanto queria agora estar perto de você, ouvindo as notas mais alitíssimas da sua voz, sentindo aquele perfume com notas de pimenta e mais o quê? que não fica igual em mais ninguém. que só fica bom quando se mistura com o cheiro do seu cabelo, que é perfeito quando a gente enfia a cara no meio dos fios, que olhando de perto ficam dourados e quando a gente consegue abrir os olhos, porque é muito difícil não se entregar àquele cheiro de colo quente, de casa da gente, de cama macia numa noite de inverno (do rio). e agora, sou refém do agora. desculpa, mas já não posso me manter conectada ao que passou, só posso me ligar ao que virá. e penso sempre em felicidade. que, com o tempo, me desmancharia em mim mesma nos teus braços e que, talvez, você gostaria de ver essa cena. eu te amo, mas dizer isso é tão simplório. você sabe, as palavras nunca conseguem expressar tudo o que se sente. a linguística é tão pequena. eu quero é a telepatia, a meditação, o encontro das almas nos sonhos. mas não sei o que você quer. felicidade está bom pra você? eu não sei, eu mesma não me contentaria só com isso. o que eu quero mesmo é um sem-tempo infinito com você, quero não ter hora pra ir embora, quero que não faça planos pra quando eu for embora, quero fazer tudo junto contigo, e quero que seja difícil, cada vez mais, porque assim continuo cada vez mais ligada a você, cada vez mais enrolada nessa trama. mas não sei o que isso tudo significa pra você. e não poderei saber, entende. a falta que você me faz é tão grande. embora ache que isso não vá dar em nada, já não posso viver sem você. e não faço idéia do que acontecerá conosco. e não posso mais me preocupar porque já me sinto cansada, quer dizer, o ar já não chega aos pulmões decentemente e estou sempre respirando mais fundo pra tenatar completar uma parte que falta dentro de mim, uma parte que talvez não deva ser preenchida com ar, mas com armor.&lt;br /&gt;olha, eu te amo. faça o que quiser comigo. me aponte um caminho. me diga meu destino e pise demais em cima de mim. vai, vai me fazer feliz. vai me fazer feliz.&lt;br /&gt;eu te amo, amo tanto. amo tudo em você. eu te amo, mas isso não é tudo. isso é pouco. eu mais que te amo, quero viver com você. eu não sei mais o que quero dizer, entenda, minha criatividade amorosa já se esvaiu com contra-tempos, e agora, com você, só me restam estas palavras tortas, mal ditas e feias, mas super, super sinceras.&lt;br /&gt;amor, amor, amor... me dê férias, por favor! remuneradas se possível, por favor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047579558731487021-2049226603926421736?l=mentirasaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/feeds/2049226603926421736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/ferias-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2049226603926421736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047579558731487021/posts/default/2049226603926421736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentirasaqui.blogspot.com/2009/02/ferias-amor.html' title='férias, amor'/><author><name>Eloisa Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06857477901656303170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Thkh5ovEn6U/S74mdWhoFYI/AAAAAAAAAFM/4OyQAUdJAAs/S220/jack_vettriano_la_fille_a_la_moto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
